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Skaf prevê que a indústria de manufatura deve ter um déficit na balança comercial deste ano de US$ 100 bilhões

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cobrou nesta segunda-feira do secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, medidas para endurecer a fiscalização de produtos importados. Os dois se reuniram na Fiesp.

Ao adotar providências enérgicas em relação às compras do exterior, Skaf acredita que a Receita Federal contribuirá para reduzir práticas ilegais e desleais do comércio mundial. A Fiesp tem liderado as críticas contra a política cambial do governo, que favorece as importações em detrimento das exportações. Skaf frisou que o secretário concordou com as reivindicações apresentadas. "Ele não pode falar que não vai endurecer. Estamos pregando a legalidade contra a ilegalidade. Não tem como não concordar", disse Skaf ao estimar que a indústria de manufatura deve ter um déficit na balança comercial deste ano de US$ 100 bilhões.

No encontro, o presidente da Fiesp também defendeu que a indústria seja o primeiro setor beneficiado com a desoneração das folhas de pagamento. Segundo ele, a medida teria um impacto nos cofres públicos de R$ 18 bilhões. Skaf também comentou a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), que começa amanhã e vai definir a nova taxa básica de juros. Ele manifestou a expectativa de que a taxa Selic possa ser reduzida já que o IPCA de junho e julho será perto de zero.

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