Tamanho do texto

Segundo a companhia, para custear o programa de aportes no País montadora pode recorrer a financimento do BNDES

O diretor comercial da filial brasileira da Fiat, Lélio Ramos, reafirmou nesta segunda-feira o compromisso do grupo automobilístico de investir R$ 10 bilhões no Brasil entre 2011 e 2015.

Para custear esse programa de aportes, o executivo não descartou a possibilidade de a montadora recorrer a fontes de financiamento tradicionais, incluindo o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

No entanto, Ramos garantiu que não vai buscar a matriz italiana para bancar os projetos. "O dinheiro que vamos gastar é originado aqui. É o dinheiro de ganhos no Brasil", comentou o executivo a jornalistas, após participar de um congresso promovido na capital paulista pela agência AutoData.

Segundo ele, a destinação dos recursos só será definida ao longo do primeiro semestre de 2011. No entanto, estima-se que 70% deverão ser reservados para as unidades instaladas em Minas Gerais, como a fábrica de Betim, a maior do grupo no mundo. Uma parcela menos significativa também deverá ser aplicada na Argentina.

Os investimentos estão em linha com a média anual dos aportes feitos pela operação brasileira nos últimos anos. Em 2010, a montadora finaliza um programa que somou desembolsos de R$ 6 bilhões desde 2008.

Em sua última visita ao Brasil, o presidente mundial do grupo, Sergio Marchionne, informou no mês passado que a montadora traçou a meta de alcançar vendas anuais superiores a 1 milhão de automóveis e comerciais leves no país até 2014, consolidando sua liderança de mercado.

No ano passado, a fabricante vendeu 737 mil unidades, entre carros de passeio e utilitários. Para alcançar essa meta, a empresa aposta no sucesso da renovação de sua linha de produtos. Só no ano que vem, estão previstos 20 lançamentos, disse Ramos durante sua participação no congresso.

Sobre a Chrysler, que passou ao controle da Fiat no ano passado, Ramos afirmou que a marca terá uma atuação independente no Brasil, apesar de eventuais apoios da filial brasileira da Fiat na área administrativa. O uso de revendas da Fiat para comercialização de carros da Chrysler, por exemplo, está descartada neste momento.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.