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Atrás somente de Betim, a cidade possui mais de 100 indústrias de diferentes setores e está no radar de duas grandes montadoras

A cidade de Extrema, localizada no sul de Minas Gerais, possui pouco mais de 27 mil habitantes e ocupa a segunda posição no ranking mineiro com o maior número de indústrias instaladas na região, mais de 100, perdendo apenas para Betim, que possui cerca de 430 mil habitantes e a montadora Fiat, como uma das suas principais fábricas.

Segundo os últimos dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estátistica (IBGE), o PIB per carpita da cidade, em 2007, foi de R$ 45,5 mil. O da capital mineira, Belo Horizonte, no mesmo período, foi de R$ 15,8 mil. 

Adriano Chaves, presidente do Instituto de Desenvolvimento Integrado de Minas Gerais (INDI), diz que a cidade está situada em uma região privilegiada, pois é perto de São Paulo e de rodovias que ligam a outros centros importantes do Brasil. “O Estado está dividido em dez eixos com potencial para o desenvolvimento industrial e o sul mineiro vem se mostrando um dos principais pólos”.

A prefeitura de Extrema para captar as indústrias distribui terrenos e isenta por até cinco anos, podendo ser prorrogado por mais cinco, o IPTU das indústrias instaladas na região.

Não foi à toa, que mesmo estando a mais de 1,5 mil quilômetros das principais plantações de cacau, a cidade foi capaz de atrair grandes indústrias alimentícias que dependem da matéria-prima – o cacau –, como a Bauducco, o grupo CRM e a recém chegada Barry Callebaut, para a região.

No entanto, não é só no setor alimentício que Extrema se destaca. Pericle Mazzi, secretário de indústria e comércio, afirma que o setor automobilístico e o eletrônico também contribuem bastante com o desenvolvimento da cidade. “Não queremos nos tornar um pólo chocolateiro, queremos ser atuantes em outros setores também”, diz.

Com o apoio do INDI e do Banco de desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG), a cidade está no radar atualmente de duas grandes montadoras asiáticas que querem se instalar na região. “Fomos uma das cidades escolhidas por elas e temos potencial para abrigá-las”, afirma Mazzi.

O único problema enfrentado no momento é a escassez de mão-de-obra qualificada para atender a demanda das indústrias. Algumas parcerias com o Senai e o Senac estão sendo fechadas para amenizar o problema. Cerca de 400 profissionais são formados todos os anos para atender

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