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Fabricante de aeronaves decidiu reduzir em US$ 40 milhões o programa de investimentos para este ano

Junto com as revisões - para cima - das metas aos resultados operacionais deste ano, a fabricante de aeronaves Embraer decidiu reduzir em US$ 40 milhões o programa de investimentos em 2010. A expectativa da empresa é fechar o exercício com desembolsos de US$ 100 milhões, abaixo dos US$ 140 milhões previstos anteriormente.

Durante teleconferência com analistas sobre os resultados trimestrais, Luiz Carlos Aguiar, vice-presidente financeiro e de relações com investidores da companhia, disse que a diferença de US$ 40 milhões provavelmente entrará nos aportes do ano que vem, acrescentando que os projetos não estão atrasados.

Os investimentos de US$ 160 milhões em pesquisa e desenvolvimento previstos para 2010 foram mantidos, conforme informou a Embraer, que melhorou em quase 10% a meta de geração de caixa medida pelo Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) - de US$ 420 milhões (margem de 8%) para US$ 460 milhões (8,75%) no padrão contábil americano (US GAAP).

A previsão para a receita líquida segue em US$ 5,25 bilhões, o indica uma expectativa de faturamento ao redor US$ 1,8 bilhão nos três últimos meses do ano. Aos analistas, Aguiar comentou que a empresa vê um "crescimento gradual" na demanda da aviação comercial, em decorrência de um aumento na atividade de transporte aéreo no mundo e da recuperação financeira das companhias aéreas.

Por outro lado, o mercado de aviação executiva interrompeu uma leve retomada e passou a mostrar estagnação. A recuperação só deve começar mesmo no fim do ano que vem, projetou o executivo. "A melhoria gradativa deveria continuar, mas deu uma estancada", disse.

As entregas de jatos executivos somaram 83 unidades até setembro, ante uma meta da empresa de chegar a dezembro com 137 aviões entregues - entre os modelos Legacy, Lineage e Phenom. A boa notícia é que os 50 jatos Phenom 300 fechados com a operadora NetJets neste mês deverão entrar na carteira de pedidos em janeiro.

Aguiar também repetiu que a Embraer ainda não se decidiu sobre a continuidade de sua joint-venture na China voltada à montagem do jato de transporte regional ERJ-145. A operação tem contratos que vencem em março e não está conseguindo obter novas encomendas, informou o executivo.

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