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SÃO PAULO - O presidente da Embraer, Frederico Curado, disse hoje que os cerca de 180 funcionários da fábrica da empresa em Harbin, na China, não estão parados

. A declaração foi dada em resposta à reportagem da Folha de S. Paulo de ontem, que informou que a empresa concedeu licença remunerada a funcionários enquanto se prepara para produzir jatos executivos no país. Curado disse que os empregados fora da função normal estão envolvidos em alguma atividade. "Parte dos funcionários está em treinamento, parte em adaptação para a nova linha de montagem e parte foi emprestada para o nosso sócio", disse Curado, em referência à fabricante estatal Aviation Industry Corporation of China (Avic), com quem a Embraer tem um acordo de cooperação industrial no país. "A linha de montagem está desativada porque está sendo adaptada para outros produtos", afirmou o executivo com relação à informação da reportagem de que a unidade chinesa está parada desde o dia 26 de abril. A Embraer firmou em abril um acordo com a Avic para deixar de produzir o modelo ERJ-145 e passar a fabricar o jato executivo Legacy na China. Curado confirmou que nenhum jato foi vendido ainda, mas disse que espera que o primeiro seja entregue em 14 a 18 meses. O presidente da Embraer participou hoje de reunião da Mobilização Empresarial pela Inovação (MEI), na Confederação Nacional da Indústria (CNI). (Luciana Seabra | Valor)

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