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Empresa diz ser positivo que conselheiros tenham mais tempo para avaliar fusão da Sadia e Perdigão, reprovada por relator

Em um comunicado divulgado há pouco, a BRF Brasil Foods, empresa resultante da fusão da Sadia e Pedigão, afirmou que pedido de vistas ao processo no Cade é "positivo" e que os "quatro conselheiros terão mais para avaliar a questão".

A empresa sofreu uma grande derrota na quarta-feira, quando o relator do processo no Cade, em um voto durou mais de quatro horas, reprovou a união das duas empresas. As ações da empresa cairam 6,27%. 

Leia a íntegra do comunicado enviado pela BRF Brasil Foods:

"Em sessão ordinária do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE), realizada hoje (8/6), em Brasília, o processo de fusão entre Perdigão e Sadia, que deu origem à BRF Brasil Foods, começou a ser avaliado.

O conselheiro relator do caso recomendou que a operação seja reprovada.

Logo após a leitura do voto do conselheiro relator, o conselheiro Ricardo Ruiz apresentou pedido de suspensão do julgamento para análise do processo. Com isso, o julgamento da operação fica adiado até que nova data seja designada pelo conselheiro Ruiz.

A BRF discorda do posicionamento do relator. A companhia considera o pedido de vistas positivo, por entender que o caso é complexo e agora, com o pedido de vistas, os demais quatro conselheiros terão mais tempo para avaliar a questão.

A companhia apresentou a todos os cinco conselheiros que participam da análise da operação uma proposta inicial de acordo. A BRF está, como sempre esteve, à disposição do CADE para uma solução negociada e acredita numa análise justa e imparcial do caso.

Entendemos que o CADE possui todos os dados e elementos necessários para tomar uma decisão positiva para toda a sociedade brasileira. Desta maneira, a BRF poderá dar continuidade a seu projeto de levar alimentos da mais alta qualidade e com preços acessíveis aos consumidores do Brasil e dos mais de 140 países atendidos pela companhia.

A união entre Perdigão e Sadia criou a segunda maior empregadora e a terceira maior exportadora do País. A aprovação da fusão é pró-competitiva e não trará prejuízo aos milhões de consumidores atendidos por suas marcas, que se beneficiarão das eficiências geradas pelo negócio, em especial com relação a efetiva queda de preços. A título de informação, no ano de 2010 os preços da BRF tiveram aumento médio de 3,6%, índice bem abaixo da inflação.

A associação é essencial para que a companhia continue a exercer seu relevante papel na geração de empregos e renda no Brasil. Em paralelo, fortalecerá a economia e a competitividade brasileira no exterior. Somente uma companhia com o porte da BRF pode competir no mercado global em igualdade de condições com as grandes empresas do setor.

Atenciosamente,

BRF - Brasil Foods S.A"