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Segundo a associação de siderúrgicas da China, os aportes minimizaram a fraqueza na procura dos consumidores

O consumo chinês de aço continuou alto nos primeiros cinco meses do ano, com forte investimento em ativo fixo ajudando a minimizar a fraqueza na demanda do consumidor, afirmou a associação de siderúrgicas da China, Cisa, nesta quinta-feira.

Entretanto, o antigo problema de excesso de produção, junto com alta nos custos com matérias-primas, continuou a pesar sobre o setor no período, afirmou a entidade em relatório mensal.

"O mercado entrou em sua época mais agitada, mas está sendo afetado por uma produção relativamente elevada de aço, redução no crescimento da demanda, bem como fraqueza no mercado internacional, e com isso os preços de produtos siderúrgicos continuarão voláteis no futuro próximo", afirma a entidade no relatório.

O apoio fornecido pelo investimento em ativos fixos foi refletido por movimentos de preços em maio, com o índice da Cisa para produtos longos subindo 1,56% no mês.

Em contraste, o índice da Cisa para produtos planos, caiu apenas 0,21% no período.

O grupo siderúrgico Baoshan Iron and Steel já decidiu reduzir preços de seus produtos em até 200 iuans por tonelada em julho, conforme a demanda por produtos de aço especial começa a recuar.

A produção de aço na China atingiu recorde de 60,25 milhões de toneladas em maio, segundo números divulgados pela Agência Nacional de Estatística, na terça-feira.

Mas em um sinal de que a demanda continuou relativamente saudável, estoques de produtos continuaram a cair ao longo do mês, recuando 5,19%, para 14,61 milhões de toneladas, segundo a Cisa. Desde então, os estoques caíram para 14,43 milhões de toneladas até 10 de junho, nível 7,66% menor que o registrado um ano antes.

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