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Após produzir polietileno a partir de cana-de-açúcar, empresa quer repetir o processo para fazer 30 mil toneladas de polipropileno

A Braskem anunciou nesta quinta-feira que vai investir US$ 100 milhões (R$ 171 milihões) na construção da segunda planta de resina plástica feita a partir de cana-de-açúcar. A expectativa é de que a planta de polipropileno verde esteja em operação no segundo semestre de 2013, com capacidade para produzir 30 mil toneladas do bioplástico ao ano. Esta será a segunda fábrica de plástico verde da Braskem. No final de setembro, a empresa inaugurou em Triunfo, no Rio Grande do Sul, uma unidade para produzir polietileno feito a partir da planta.

O polipropileno verde terá as mesmas características do produto feito a partir de combustível fóssil. Por ser uma resina mais resistente, o plástico é usado na indústria automotiva para a fabricação de autopeças, como para-choques e lanternas. Ele também pode ser usado em outros produtos, como brinquedos, copos plásticos e carcaças de eletrodomésticos. O polipropileno é segundo plástico mais utilizado no mundo, atrás apenas do polietileno.

O anúncio acontece pouco mais de um mês depois que a petroquímica inaugurou em Triunfo, no Rio Grande do Sul, sua primeira fábrica de plástico verde. Desde o final de setembro, a Braskem está produzindo polietileno a partir de cana-de-açúcar. A planta tem capacidade para fazer 200 mil toneladas de polietileno verde ao ano. Segundo a Braskem, Natura, Tetra Pak, Procter & Gamble e Johnson & Johnson já fizeram encomenda do material.

O plástico verde da Braskem tem a aparência e as propriedades de uma resina plástica comum. A semelhança é tão grande que, para diferenciá-lo, a empresa vai colocar um selo onde se lê "I'm Green" (Sou Verde, em inglês). A diferença está no processo produtivo (veja como funciona a produção do plástico verde no gráfico acima), que usa a cana-de-açúcar, fonte de energia renovável, para produzir os gases que são usados para fazer o plástico.

Os novos plásticos verdes apresentam uma série de vantagens ambientais em relação aos produtos feitos a partir de combustível fóssil. Estudo realizado em parceria com a Fundação Espaço Eco mostra que, para cada tonelada de polipropileno verde produzida, 2,3 toneladas de CO2 são capturadas da atmosfera durante o plantio da cana-de-açúcar.

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