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Mudanças na direção incluem divisão da área internacional em duas. Número de vice-presidências passa de três para cinco

Carlos Fadigas, presidente da Braskem
Nilton Fukuda/AE
Carlos Fadigas, presidente da Braskem
As mudanças no comando da Braskem, iniciadas com a saída da família Gradin do bloco de gestão da companhia no final de 2010, estão desembocando no aumento do número de unidades de negócio e de vice-presidências. Eram três, até o ano passado. A partir deste, serão cinco. A informação é de Carlos Fadigas, presidente da companhia.

No mercado externo, a gestão da companhia será separada em duas. A primeira parte, a cargo de Fernando Musa, ficará encarregada de Europa e América do Norte, regiões nas quais a Braskem ampliou recentemente o número de unidades produtivas de três para sete – Musa vem da área de planejamento e desenvolvimento de negócios da companhia. A segunda será comandada por Roberto Bischoff, responsável pelo México, que agrega às responsabilidades anteriores o mercado latino-americano.

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O Brasil, que tinha duas unidades de negócios, passará a ter três. A de insumos básicos, continua como era, mas terá a frente Rui Chammas, que estava na unidade de polímeros, em substituição a Manoel Carnaúba, que segundo Fadigas, resolveu deixar a companhia por projetos pessoais.

A unidade de polímeros, porém, será dividida por produtos. Uma delas, dedicada a vinílicos (PVC e cloro-soda, matéria prima do PVC), terá como vice-presidente Marcelo Cerqueira, que era diretor da mesma área. A outra, de polietileno e polipropileno, ficará sob o comando de Luciano Guidolin, que era responsável pela área de finanças da Odebrecht S.A.

As justificativas para a ampliação do número de áreas, segundo Fadigas, são o crescimento do número de fábricas e da importância da Braskem nos mercados desenvolvidos, as perspectivas de crescimento para o Brasil, e a construção de um complexo petroquímico no México.

Com a aquisição de unidades da Dow nos EUA e na Alemanha, a Braskem passou de quinta a primeira produtora de polipropileno (plástico que pode ser moldado com calor) nos Estados Unidos. No México, está construindo um complexo petroquímico de US$ 3,1 bilhões, em parceria com a Idsesa, onde produzirá principalmente polietileno à base de gás. E espera a retomada de participação de mercado que perdeu no Brasil, em 2011 (cerca de 5 pontos percentuais), e a volta do crescimento do mercado, além de ter em construção plantas de PVC, butadieno e o Comperj.

Com a divisão de áreas no Brasil, Fadigas afirma que a companhia espera se aproximar mais dos clientes e compensar estragos causados pelo câmbio e a guerra dos portos, que beneficia o produto importado com redução de tributos estaduais em até 10% e tira a competitividade do produto nacional - os dois fatores foram uma das principais justificativas para a redução das margens Ebitda (indicador do potencial de geração de caixa) e do prejuízo de R$ 517 milhões, em 2011.

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