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Alem do petroleo, empresa britanica pretende estar na lideranca do setor de etanol ate o final desta decada

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O presidente da British Petroleum (BP), Guillermo Quintero, afirmou quarta-feira que o Brasil é uma das prioridades da companhia para os próximos anos. "Queremos crescer substancialmente nossa produção aqui e atingir, apenas com áreas já conhecidas, mais do que cem mil barris por dia na metade da década".

A afirmação de Quintero ocorreu durante entrevista à imprensa, para anunciar a aprovação pela Agência Nacional do Petróleo (ANP) da aquisição dos ativos da americana Devon no País. Entre estes ativos está o Campo de Polvo, na Bacia de Campos, que hoje produz 25 mil barris por dia.

Quintero deu a declaração com cautela, sem citar números nem projeções, ao mesmo tempo em que ressaltava os cuidados e investimentos que a companhia fez em segurança. A BP foi protagonista do maior acidente da indústria do petróleo, ocorrido ano passado, no Golfo do México. Para aumentar a produção de petróleo, segundo ele, a companhia está contratando sísmicas para estudar melhor as áreas que adquiriu da Devon na Bacia do Parnaíba, e deve contratar também estudos para a área de Polvo.

Na região, a OGX tem feito descobertas em reservatórios não convencionais, e a companhia espera, com melhores conhecimentos da área, chegar a outros reservatórios dentro do mesmo campo. Além da reserva que vem sendo explorada, a Devon já havia feito descobertas na área do pré-sal naquele campo. Além disso, a BP conta agora com três frentes para negociar participações em áreas já sob concessão.

O executivo, de origem venezuelana e na companhia há pouco mais de um ano, também evitou comentar os planos da empresa para a área de etanol. Disse apenas que a companhia visa a estar na liderança do processo de produção de etanol no País até o fim da década.

Para a área de downstream (que envolve atividades de refinação e logística, entre outras) Quintero descartou planos no curto prazo. "A empresa poderá vender sua produção tanto no mercado interno quanto externo", afirmou. Ele também descartou que tenham havido realocações de recursos no Golfo do México para priorizar outras áreas, como o Brasil, por exemplo.

No ano passado, a companhia vendeu quatro áreas exploratórias no Golfo. "O Golfo continua sendo nossa principal área de atuação e não existe possibilidade de haver esta transferência de recursos. Mas o Brasil deve ganhar cada vez mais importância no nosso portfólio mundial".