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Segundo a empresa, sua parte das reservas de gás e petróleo na bacia de Santos é estimada em 6 bilhões de barris

A BG Group duplicou nesta quinta-feira sua estimativa para a sua parte das reservas de gás e petróleo na bacia de Santos, no Brasil, para 6 bilhões de barris, elevando especulações de que a empresa britânica poderia vender partes dos ativos para financiar o desenvolvimento dos blocos.

O aumento da estimativa das reservas ocorreu após análises feitas com base em testes adicionais nos achados, disse a BG, que é sócia da Petrobras, da Repsol e da portuguesa Galp em alguns dos blocos na região.

A BG informou em comunicado que sua parte dos recursos recuperáveis poderia ficar entre 4 e 8 bilhões de barris de óleo equivalente (boe). A empresa considera 6 bilhões de barris como sua melhor estimativa.

Anteriormente, a melhor estimativa da companhia para a sua parte das reservas era de 3 bilhões de barris.

"A duplicação da estimativa média das nossas reservas na bacia de Santos é claramente significativa e demonstra a rápida evolução do nosso entendimento destas enormes descobertas", afirmou o presidente-executivo da BG, Frank Chapman, em comunicado.

As ações da BG subiam quase 5% nesta quinta-feira.

A empresa britânica possui participações em 5 blocos na bacia de Santos, sendo as principais as seguintes:

-- BM-S-9 (30%) - Descobertas e prospectos de Guará, Carioca, Abaré e Iguaçu, com parceiros Repsol (25%) e Petrobras (45%)

-- BM-S-10 (25%) - Descobertas e prospectos de Parati e Macunaíma, com parceiros Partex (10%) e Petrobras (65%)

-- BM-S-11 (25%) - Descobertas e prospectos de Lula, Cernambi e Iara, com parceiros Galp (10%) e Petrobras (65%)

Ela também detém 20% no bloco BM-S-50, que inclui o prospecto Sagitário, e 40% do BM-S-52, onde está o prospecto Corcovado.

A elevação das reservas aumentou especulações de que a BG poderia vender parte de suas participações nos blocos no Brasil, como maneira de se financiar para acompanhar os pesados investimentos que estão sendo realizados.

A Repsol vendeu 40% dos ativos no Brasil para a chinesa Sinopec no ano passado.

Oswald Clint, analista de petróleo na Bernstein, comentou a questão em nota nesta quinta-feira.

"Essa base de reservas é grande demais para a BG desenvolver de uma maneira apropriada, considerando o tamanho da empresa. Assim, nós firmemente acreditamos que a companhia vai fazer uso do momento positivo do mercado de petróleo para realizar o valor de uma parte dos ativos (no Brasil)", afirmou.

Um porta-voz da BG informou que a empresa tem capacidade de acompanhar o investimento nos blocos.

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