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SÃO PAULO - Nos próximos cinco anos, a participação do mercado asiático na receita da Vale crescerá dos atuais 51% para 80%, informou o presidente da companhia Roger Agnelli, durante o 10º Vale Day, que marcou dez anos de oferta das ações da Vale na Bolsa de Valores de Nova York, nos Estados Unidos

. "A China não é uma bolha. É uma realidade", disse Agnelli na apresentação da empresa, exaltando o potencial do mercado asiático para a mineradora. "O pêndulo do crescimento está do lado do mundo oriental. Temos de estar com eles e ajudá-los a crescer (...) e ?rezar' por eles", disse o executivo. A China, ao lado do Canadá, está entre os países nos quais a Vale possui "boas reservas de cobre", comentou Agnelli ao mencionar o cobre como uma das prioridades da Vale para 2011. "Eu adoro cobre. Onde houver cobre estaremos lá", disse. De acordo com o executivo, a Vale tem a meta de atingir a produção de 1 milhão toneladas de cobre em 2015. Depois da Ásia, a África foi considerada "a nova fronteira" para a Vale, na avaliação do diretor executivo de finanças e relações com investidores, Guilherme Cavalcanti. "Agora começaremos a sentir a nova realidade na África e na América do Sul", disse o executivo destacando projetos de exploração de cobre e desenvolvimento de comunidades locais em Simandou, na Guiné, em Moçambique e na Zâmbia. "Não é só uma questão de dinheiro, mas de comprometimento com as comunidades", frisou Agnelli. (Daniela Braun | Valor)

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