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Nova diretora-geral da agência informou que relação ainda é analisada; Chevron garantiu que não há ligação entre desastres

A nova diretora da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard , disse nesta quarta-feira (21) que o órgão ainda analisa se o vazamento provocado pela Chevron no último dia 15 , no Campo de Frade , na Bacia de Campos, tem ligação com o afloramento de óleo ocorrido na mesma região em novembro do ano passado .

Hoje, a empresa petrolífera norte-americana negou que haja relação entre os desastres ambientais e informou que estudos feitos apontam que a composição do petróleo do último vazamento é diferente da registrada em 2011.

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“Estamos analisando se há ligação entre os vazamentos. A ANP ainda não tem o resultado da análise laboratorial dos óleos. Temos uma impressão de um óleo coletado baseado em informação visual”, declarou Magda Chambriard a jornalistas, após a cerimônia de posse como diretora-geral da ANP, no Rio de Janeiro, que contou com a presença da presidenta Dilma Rousseff .

Durante a coletiva de imprensa, Magda informou que um processo administrativo para fiscalizar as ações da Chevron está em curso. Na terça-feira (20), a empresa norte-americana recebeu um relatório da ANP referente ao acidente ocorrido em novembro do ano passado com 25 autos apontados. A petrolífera tem 15 dias, contados a partir de ontem, para responder o documento à agência reguladora com seus contrapontos, que serão analisados.

“Assim que receber a resposta, vou analisá-la, tirar minhas conclusões e emitir um relatório final (autuando ou não a Chevron). Se ela for autuada, faremos a dosimetria da pena, calcularemos um valor e emitiremos uma guia de recolhimento para ser paga por eles. Se recebermos a resposta em 15 dias, em um mês finalizaremos o processo”, garantiu a nova diretora-geral da ANP.

Também na terça-feira (20), a ANP solicitou às empresas Chevron, Petrobras e Frade Japão, responsáveis pela exploração petrolífera no Campo de Frade, o aprofundamento de estudos sobre área onde em que foi identificado o vazamento na semana passada. De acordo com Magda, a agência reguladora possui divergências técnicas com a Chevron, por isso solicitou o aprofundamento, que deve levar um mês para ficar pronto.

Questionada se os desastres ocorridos na Bacia de Campos atrapalham o projeto do pré-sal no Brasil, a diretora-geral da ANP disse que não, completando que o petróleo extraído da camada pré-sal é a possibilidade que o país tem para construir infraestrutura e acelerar o desenvolvimento.

“O pré-sal traz com o esse vazamento a certeza de que temos que ser muito rigorosos com tudo o que estamos fazendo no Brasil porque esse é o salvo-conduto que precisamos ter para enfrentar o desafio da próxima década”, opinou.

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