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Segundo fontes de mercado, o valor é bem superior à avaliação contratada pela estatal

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O preço de cada barril das reservas que a União vai repassar à Petrobras no processo de capitalização foi avaliado entre US$ 10 (cerca de R$ 17,5) e US$ 12 (R$ 21) pela certificadora Gaffney, Cline & Associates (GCA), contratada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Segundo fontes de mercado, o valor é bem superior à avaliação contratada pela estatal, que chegou a uma faixa entre US$ 5 e US$ 6 por barril.

O laudo da GCA deve ser entregue oficialmente à ANP hoje, mas ontem os valores foram tema de uma reunião conciliatória, realizada em Brasília, entre estatal, ANP e ministérios envolvidos. O valor estipulado pela GCA é considerado excessivamente alto e poderia inviabilizar o processo. 

O preço serve para definir o valor dos 5 bilhões de barris de petróleo que o governo usará para vender para a Petrobras e assim manter o controle sobre as ações da estatal, sem ter sua participação diluída no processo de capitalização.

Divisão no governo

Diante de tantas incertezas, há uma divisão no governo sobre a conveniência de manter o cronograma da Petrobras, que prevê concluir a operação até o dia 30 de setembro. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confidenciou a auxiliares que, se não estiver convencido de que o negócio renderá o máximo ao Tesouro, será melhor adiá-lo para depois da eleição. 

Na reunião de ontem, estiveram presentes o ministro da Fazenda, Guido Mantega, e o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, além de representantes da ANP e do Ministério do Planejamento. O objetivo era chegar a um valor não tão elevado quanto o proposto à ANP nem tão baixo quanto o que será apresentado pela Petrobras, calculado pela consultoria De Golyer and McNaughton. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

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