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Expectativa é que o projeto Minas-Rio atinja 90 milhões de toneladas anuais

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A Anglo American estuda triplicar o tamanho do projeto Minas-Rio. Programado inicialmente para produzir 26,5 milhões de toneladas de minério de ferro a partir do segundo semestre de 2013, o empreendimento pode atingir uma produção anual de 90 milhões de toneladas. A ampliação é tema de um estudo prévio de viabilidade que a empresa espera concluir neste ano.

“Estamos bastante entusiasmados com o potencial de crescimento, pelo tamanho da reserva e pela qualidade do minério, o que nos possibilita estarmos bem posicionados em termos de custos”, disse ao jornal "O Estado de S. Paulo" o novo presidente da unidade de minério de ferro da companhia no Brasil, Paulo Castellani Porchia, que assumiu o cargo em janeiro. O projeto Minas-Rio era parte da MMX, do empresário Eike Batista, e foi comprado pela Anglo em 2008, em um acordo de cerca de US$ 6,5 bilhões.

O ânimo é resultado das reservas estimadas do projeto, que pularam de 1,2 bilhão de toneladas em 2007 para os atuais 5,8 bilhões de toneladas, o que garante mais de 30 anos de expansão ao Minas-Rio. O insumo que será extraído tem teor de 68%, considerado de alta qualidade.

Com esse conjunto de condições favoráveis, o Brasil deve continuar no foco da mineradora. A perspectiva da Anglo é de colocar o minério de ferro brasileiro no mercado chinês com custo de US$ 45 a US$ 50 por tonelada. “Isso é competitivo até na comparação com quem produz na Austrália”, diz Castellari. “Isso nos permite investir, porque, independentemente do que acontecer no mercado, vamos estar bem posicionados.”

Sem revelar valores, o executivo garantiu que parte substancial da carteira de US$ 90 bilhões em projetos da companhia no mundo contemplará o Brasil, não apenas em minério de ferro, mas também em níquel e outros minérios. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo

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