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Airbus diz que pedido de US$ 12 bilhões da China foi suspenso

Os altos executivos da Airbus e um grupo europeu formado pelas principais companhias aéreas e por fabricantes de motores pediram a líderes políticos que resolvessem o crescente impasse envolvendo o encargo sobre emissões de carbono introduzido recentemente pela União Europeia.

O grupo afirmou que a retaliação por parte da China e de outros países ao programa da UE está resultando em sérias consequências para o setor aéreo da região, de acordo com um comunicado da Airbus.

Segundo a companhia, a China já suspendeu encomendas de US$ 12 bilhões , colocando em risco mais de mil postos de trabalho na empresa e outros mil empregos indiretos.

Os nove presidentes-executivos que assinaram a carta aos premiês do Reino Unido, França e Espanha e à chanceler da Alemanha acreditam que a "lista de suspensões, cancelamentos e ações punitivas crescerá enquanto outros importantes mercados continuarem a se opor ao programa".

As companhias disseram que uma solução só virá por meio da Organização Internacional da Aviação Civil (OACI), da Organização das Nações Unidas (ONU), que recentemente apontou um grupo para apresentar propostas sobre emissões no setor aéreo até o fim do ano.

A Comissão Europeia já informou que irá modificar a lei apenas se a OACI apresentar um programa mundial, o que tornaria desnecessário o programa europeu de cobrar as companhias aéreas pela emissão de carbono.

Os presidentes das companhias ressaltaram que são a favor de programas mundiais de emissão.

Além da Airbus, a carta teve adesão de British Airways e Iberia, que pertencem à International Airlines Group, Air Berlin, Air France, Lufthansa e Virgin Atlantic.

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