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Estimativa pode atingir 5% a 6%; previsão atual, de 7%, já é resultado de um rebaixamento da projeção original, de 9%

O presidente da Associação Brasileira da Indústria de Materiais de Construção (Abramat), Melvyn Fox, falou nesta quarta-feira que o setor pode, em 2 a 3 meses, revisar a expectativa de crescimento do faturamento em 2011 para 5% a 6%. A estimativa atual, de 7%, já é resultado de um rebaixamento da projeção original, de 9%.

De qualquer forma, os fabricantes esperam uma desaceleração com relação ao crescimento de 12% do ano passado. O setor sente uma queda principalmente no que chama de "consumo formiguinha", dos consumidores que recorrem às varejistas. "Onde há dependência maior de crédito, o consumidor se retrai", diz Fox.

O presidente da Abramat está confiante de que o governo vai tornar permanente a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), prevista para vencer no fim do ano. "No mínimo, o governo deve dizer que a redução vale até 2014, para contemplar a segunda fase do 'Minha casa, minha vida' e a Copa do Mundo", diz.

Fox critica o último aumento na taxa Selic , pelo Banco Central, e diz que um acréscimo adicional seria ruim para o setor. "Não há necessidade de continuar aumentando essa taxa. Ela já chegou no pico máximo e deveria começar a reverter agora", considera.

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