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Recuo deve-se à avaliação dos empresários sobre a situação atual da economia nacional e internacional

Agência Brasil

Metalúrgicos trabalham na linha de produção da Ford em São Bernardo do Campo (SP)
Reuters
Metalúrgicos trabalham na linha de produção da Ford em São Bernardo do Campo (SP)

O Índice de Confiança da Indústria (ICI), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), caiu 1,5% de novembro para dezembro. Após dois meses em alta, o indicador variou de 85,6 para 84,3 pontos. O recuo deve-se, sobretudo, à avaliação dos empresários sobre a situação atual.

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O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 2,2% e o Índice de Expectativas (IE) apresentou queda de 0,9%. Foram coletadas informações de 1.156 empresas entre os dias 1º e 19 deste mês.

Em relação ao ISA, a queda foi influenciada pelo indicador que mede o grau de satisfação com o nível de demanda, que recuou 6,1%. O resultado reverte boa parte da alta de 10,7% no mês anterior. A proporção de empresas avaliando a demanda como forte diminuiu de 8,8% para 7,6%. A parcela de empresas que a avaliam como fraca, por sua vez, aumentou de 27,3% para 31,1%.

A maior contribuição para a queda do IE partiu do indicador de produção prevista, que recuou de 4,6% na comparação de novembro para dezembro. A parcela de empresas que pretendem aumentar a produção nos próximos três meses caiu de 35% para 32,4%, enquanto a proporção das empresas que esperam diminuir a produção passou de 20,3% para 23%.

O levantamento também indica que houve diminuição do Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci). De novembro para dezembro, o indicador passou de 82,7% para 81,3%, menor patamar desde agosto de 2009, quando o percentual foi 81,2%.