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A recuperação em julho tem a ver com o maior número de dias úteis em relação ao mês anterior, segundo a Confederação Nacional da Indústria

A utilização da capacidade instalada e o faturamento da indústria brasileira subiram em julho ante o mês anterior, em parte devido ao maior número de dias úteis em relação a junho, informou nesta quinta-feira (4) a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

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O uso da capacidade instalada da indústria subiu para 81% em julho, interrompendo sequência de cinco meses de queda, de acordo com dados dessazonalizados, ante dado revisado de junho de 80,4%.

O uso da capacidade instalada da indústria subiu para 81% em julho, interrompendo sequência de cinco meses de queda
Reuters
O uso da capacidade instalada da indústria subiu para 81% em julho, interrompendo sequência de cinco meses de queda

O faturamento real dessazonalizado avançou 1,2% em julho na comparação com o mês anterior, após a forte queda de 6,3 por cento em junho.

As horas trabalhadas na produção aumentaram 2,6% e o emprego recuou 0,2% na mesma comparação. Já a massa salarial caiu 0,2%, enquanto o rendimento médio real teve alta de 0,1%

A CNI atribui parte da melhora dos indicadores industriais ao menor número de dias úteis em junho frente a julho, por conta da realização da Copa do Mundo de futebol, voltando a ressaltar que o quadro continua sendo de dificuldade.

"Mesmo com o crescimento das horas trabalhadas, do faturamento e do uso do parque fabril, o quadro da indústria ainda é de desaquecimento", avaliou a entidade por meio de nota.

No acumulado até julho, o faturamento do setor industrial recuou 5,1% frente a igual período de 2013, enquanto as horas trabalhadas na produção caíram 2,3%.

O emprego industrial encolheu 0,6% de janeiro a julho ante os sete primeiros meses de 2013, enquanto a massa salarial recuou 0,2% na mesma comparação, informou a CNI.

Com forte recuo na indústria e nos investimentos, a economia brasileira registrou contração de 0,6% no segundo trimestre de 2014 e de 0,2% no primeiro trimestre sobre os trimestres anteriores, levando o país a entrar em recessão técnica pela primeira vez em cinco anos, de acordo com o IBGE.

A indústria, especificamente, teve retração de 1,50% no trimestre passado sobre o período anterior, com contração de 3,4% ante o segundo trimestre de 2013, em dados que reforçam a grande dificuldade do setor em crescer.

Na terça-feira (2), o IBGE divulgou que a produção industrial brasileira voltou a crescer em julho depois de cinco meses seguidos de queda, com alta de 0,7% frente a junho, também favorecida pela base de comparação fraca.

CNI priora projeção

A recessão técnica da economia brasileira no primeiro semestre e o desempenho ruim da indústria no período levaram a CNI a piorar as projeções para a atividade econômica este ano.

A entidade vê agora o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro avançando apenas 0,5% este ano, ante previsão anterior de expansão de 1%. Para o setor industrial, a CNI estima contração de 1,7%, ante projeção anterior de uma retração de 0,5%.

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