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O movimento indica que o gigante asiático está ganhando mais poder sobre os preços do minério

Reuters

Vale se junta a rivais e oferece descontos em minério de ferro para a China
Divulgação
Vale se junta a rivais e oferece descontos em minério de ferro para a China

A Vale, maior mineradora do mundo, começou a oferecer descontos em carregamentos da matéria-prima de siderúrgicas para o principal consumidor, a China, se juntando a rivais australianas em redução de preços após um aumento global na produção.

O movimento segue fortes cortes de preços da Rio Tinto e da australiana Fortescue Metals Group para o minério de ferro de qualidade inferior, e indica que a China está ganhando mais poder sobre os preços após anos de reclamação de que os custos eram muito altos.

A Vale está oferecendo a alguns clientes chineses um desconto de US$ 2,50 por tonelada, incluindo o custo e fretamento, disseram três fontes com conhecimento direto do assunto.

"Fomos informados pela Vale que poderíamos ter uma redução de preço de US$ 2,50 por tonelada para SSFG para contratos do terceiro trimestre. O mercado está mudando rapidamente para um comprador e a competição está se intensificando entre as mineradoras", disse um comprador de minério de ferro ligado a uma siderúrgica estatal.

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Um representante de outra grande siderúrgica estatal, que também vende minério de ferro para outras usinas, disse que a companhia ainda mantém conversas com a mineradora brasileira mas alguns de seus clientes tiveram o mesmo desconto.

Uma porta-voz da Vale em Xangai não quis comentar assuntos relacionados a contratos.

Os preços de minério de ferro têm caído cerca de 30% neste ano em meio ao aumento da produção, levando algumas siderúrgicas a cortar contratos de longo prazo em favor de carregamentos mais baratos de curto prazo, forçando as mineradoras a cortar preços para atrair compradores.

A China responde por cerca de dois terços das compras de minério de ferro no mercado internacional. Nos primeiros cinco meses de 2014, suas importações subiram 19% para 382,7 milhões de toneladas. Mas as vendas da Austrália saltaram 34%, enquanto as do Brasil tiveram alta de apenas 10%.

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