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Profissionais participavam de um grupo que impulsionou operações ilegais que envolveram empresa adquirida pela empresa de tecnologia americana

Reuters

Oferta da IBM pela SPSS em 2009 foi foco da operação ilegal
AP
Oferta da IBM pela SPSS em 2009 foi foco da operação ilegal

Os procuradores norte-americanos em Manhattan indiciaram nesta quarta-feira (25) dois homens acusados de participar de um grupo de compartilhamento de informação que levou a operações ilegais envolvendo uma empresa de tecnologia adquirida pela IBM em 2009.

Daryl Payton Jr. e Benjamin Durant III foram presos pela manhã, disse um porta-voz do FBI. Cada um enfrenta acusações de fraude com valores mobiliários e de conspiração para cometer fraude, de acordo com o indiciamento.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com os acusados porque eles estavam sob custódia federal. Os advogados não foram imediatamente identificados.

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Três pessoas já admitiram ter compartilhado e negociado com informações secretas fornecidas por um advogado corporativo que trabalhava na compra pela IBM da produtora de software SPSS.

Os documentos do processo mostram que os procuradores abriram o processo no caso anterior, no qual o advogado compartilhou informação sobre o acordo SPSS com seu amigo, Trent Martin, um analista que trabalhava para o Royal Bank of Scotland, que repassou os dados a seu colega de apartamento, Thomas Conradt.

Conradt e outro operador da Euro Pacific Capital de Westport, Connecticut, compraram opções da SPSS antes de a oferta da IBM ser anunciada. Martin, Conradt e o outro operador, David Weishaus, foram considerados culpados pelas negociações no ano passado.

Payton e Durant também estavam trabalhando para a Euro Pacific na época da operação, de acordo com dados públicos da Autoridade Reguladora da Indústria Financeira (Finra, na sigla em inglês).

Os dados mostram que eles deixaram a Euro Pacific Capital no mesmo momento que a Securities and Exchange Comission informou à empresa que estava investigando os dois homens pela negociação de opções. A empresa não é citada no processo.

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