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No acumulado do ano, o número de emplacamentos é 4,6% superior, alcançando 570 mil unidades

Indústria automotiva fabricou 281,5 mil unidades em fevereiro
Marcelo Camargo/ABr
Indústria automotiva fabricou 281,5 mil unidades em fevereiro

Depois de um janeiro de resultados desfavoráveis na indústria automotiva, fevereiro registra alta nas vendas - ao menos no comparativo com o ano passado. Foram licenciados 259,3 mil veículos, 10,3% mais que no ano passado, informam os últimos números divulgados pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

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No comparativo com janeiro, no entanto, o registro é de queda. A produção de veículos foi 17% menor que em janeiro, quando a indústria ainda desovava estoques de veículos com desconto do Imposto sobre Produtos Industrializados,

Na produção, também houve avanços. A indústria automotiva fabricou 281,5 mil unidades, número 16,9% superior ao mesmo mês do ano passado. No acumulado do ano, no entanto, o resultado é 2,7% menor.

Os estoques do setor subiram de 32 dias para 37 dias, mas o avanço não preocupa Luiz Moan, presidente da Anfavea. "No nível de diversidade de montadoras e modelos que temos, estoques de até 42 dias são absolutamente normais", afirma. Mesmo com a redução de dias úteis, Moan não vê sinais de desaceleração e lembra que o aumento no número de dias úteis em fevereiro graças ao carnaval tardio justifica parte do aumento de produção e a elevação dos estoques.

Exportações continuam caindo

As exportações de veículos montados continuam caindo. Foram 28,843 mil veículos enviados ao exterior, número 9,1% inferior ao mesmo período do ano passado, quando as restrições do mercado argentino às exportações brasileiras derrubou os números nacionais.

Na comparação com janeiro, no entanto, a Anfavea comemora um crescimento de 26,5%.

Governos brasileiro e argentino vão discutir a relação na sexta-feira (14)

As exportações de veículos montados continuam caindo. Foram 28,843 mil veículos enviados ao exterior, número 9,1% inferior ao mesmo período do ano passado, quando as restrições do mercado argentino às exportações brasileiras derrubou os números nacionais.

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Luiz Moan, presidente da associação, no entanto, mostra otimismo. "Não fizemos nenhuma mudança nas previsões porque já na sexta-feira os dois governos vão se reunir para discutir um caminho", afirma. O executivo ressalta que o projeto Exportar-Auto já está em discussão com os governo brasileiro, na intenção de reforçar a participação do Brasil no mercado externo.

Os principais alvos são os países andinos e o Chile, com os quais o governo brasileiro já modela uma parceria. "Queremos exportar 1 milhão de unidades até 2017", diz Moan. "Precisamos alcançar um grau de competitividade e custo para entrar nesse mercado."

Nesse sentido, Anfavea e Sindipeças já procuram acordo com o governo federal para desoneração de importações de autopeças que ainda não sejam produzidas no Brasil. Segundo Moan, atualmente a Anfavea tem 54 medidas de competitividade sugeridas sendo avaliadas em Brasília.

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