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Depois da onda do branco metálico e perolizado, agora é a vez do vermelho conquistar as ruas do Brasil e do mundo

Quem reparou na quantidade de carros brancos que apareceram circulando nas ruas nos últimos anos já não tem dúvidas que assim como na indústria têxtil, a moda é um componente de alta relevância também para a indústria automotiva. O design externo, os componentes internos e as cores também estão nos planos das montadoras na hora de definir os novos modelos.

Confira as cores que serão mais utilizadas na indústria automotiva e de eletrodomésticos neste ano.

Com referências no mercado da moda, arquitetura, design e embalagens, a PPG Industries, fabricante mundial de tintas e pigmentos, busca nos pedidos de clientes e nos sinais do mercado quais são as cores que vão ditar a moda automotiva.

E depois da onda dos brancos perolizados e metálicos, agora é a vez do vermelho. Para Alex Lari Amorim, gerente de Cores e Pigmentos da PPG, até 2016, cerca de 15% dos veículos nacionais deverão ficar entre um dos diversos tons de vermelho. “Este é o último ano do branco no Brasil”, afirma.

Vermelhos estarão mais presentes nas ruas pelos próximos dois anos:  cada montadora tem sua paleta exclusiva
Bárbara Ladeia
Vermelhos estarão mais presentes nas ruas pelos próximos dois anos: cada montadora tem sua paleta exclusiva

Por aqui, as cores mais vibrantes como o vermelho e o laranja devem entrar em evidência. No entanto, a maior parte da pesquisa é feita em escala internacional e boa parte das cores que despertam o interesse dos europeus ou americanos não colam por aqui.

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Isso porque o brasileiro é absolutamente conservador na paleta de cores para o carro, seja pelo medo de ficar fora de moda ou pelas vantagens financeiras que o preto e o prata oferecem. “É bom para as concessionárias que o brasileiro tenha medo de comprar outras cores. Eles ficam com o estoque lá à disposição e com pouca variedade. Seria difícil manter tantas cores no estoque”, comenta Amorim. Mais de 60% dos carros vendidos no País são pretos ou prata.

Entre as cores que não pegam por aqui, Amorim aposta no roxo e no azul; ambos estão na tendência mundial. Nenhuma variação desta cor costuma agradar os brasileiros, mas a influência das celebridades pode ampliar a paleta. “Se um jogador de futebol, por exemplo, aparecer dirigindo um carro roxo, é certeza que a cor pega”, diz Amorim. “Aqui a influência da mídia é muito grande na tomada de decisão.”

Ao contrário da indústria do vestuário, que renova sua cartela de cores duas vezes por ano, as cores dos carros costumam ser revistas em média a cada quatro ou cinco anos. “É o período que as pessoas costumam levar para trocar de carro”, explica Amorim. Na linha branca, adicione-se mais 10 ou 15 anos. “Eletrodoméstico colorido é bom em editorial de decoração, mas em casa as pessoas não adotam muito.”