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O consumo de gás pelas térmicas mais do que duplicou entre junho de 2012 e igual mês de 2013, passando de 13,851 milhões de m3/d para 29,966 milhões de m3/d (+116,3%).

Agência Estado

A geração termelétrica segue impulsionando o consumo de gás natural no Brasil. Dados divulgados pela Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás) mostram a expansão de 30,03% no volume distribuído de gás no País em junho de 2013 frente a igual mês do ano passado, para 72,446 milhões de metros cúbicos por dia (m3/d).

Apesar do forte aumento, os números divulgados pela entidade também revelam que os demais mercados (industrial, residencial, comercial, GNV e cogeração) registram queda no volume consumido ou baixo crescimento na demanda pelo insumo.

Consumo de gás natural teve alta de 30,03% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2012
DIVULGAÇÃO PETROBRAS / GERALDO FALCÃO
Consumo de gás natural teve alta de 30,03% no mês de junho em relação ao mesmo mês de 2012

O consumo de gás pelas térmicas mais do que duplicou entre junho de 2012 e igual mês de 2013, passando de 13,851 milhões de m3/d para 29,966 milhões de m3/d (+116,3%).

O segmento classificado como "outros" pela entidade, constituído basicamente pelas térmicas que não são faturadas pelas distribuidoras, como Araucária (PR), teve um crescimento de 31,6% na quantidade de gás consumida, passando 2,413 milhões de m3/d para 3,177 milhões de m3/d.

O forte consumo de gás pelas térmicas em junho de 2013 reflete uma tendência que já ocorre desde o fim do ano passado, quando o governo federal decidiu acionar todas as usinas disponíveis para garantir o suprimento de energia em função das chuvas fracas no fim de 2012, o que reduziu de forma significativa o nível dos reservatórios das hidrelétricas.

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Desde maio passado, o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) já permitiu o desligamento de 39 térmicas (a óleo combustível e a diesel) com a melhora dos reservatórios, mas as usinas a gás seguem operando à plena capacidade.

Em contrapartida, o chamado "mercado não térmico" não dá sinais de reação no consumo. As vendas de gás para o segmento industrial cresceram apenas 2,2%, para 28,936 milhões de m3/d. Já o uso do insumo como matéria-prima teve uma redução de 2,77% no volume, para 715,3 mil m3/d.

O consumo de gás para cogeração, ligado à dinâmica dos setores industrial e comercial, teve forte queda de 16,15%, para 2,717 milhões de m3/d, o que pode indicar a retração da economia.

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Adicionalmente, as vendas de gás natural veicular (GNV) novamente apresentaram queda, desta vez de 3,81%, para 5,050 milhões de m3/d. O consumo residencial também apresentou retração de 1,61% entre junho de 2013 e igual período de 2012, para 1,120 milhão de m3/d. O volume distribuído para os clientes do segmento comercial registrou recuo de 1,16%, para 762,4 mil m3/d.

No ranking estadual, o acionamento das térmicas garantiu a liderança ao Rio de Janeiro, com um volume de 23,452 milhões de m3/d. Em seguida vem São Paulo, com volume de 17,802 milhões de m3/d. A Bahia vem na terceira posição, com 5,614 milhões de m3/d, seguida por Minas Gerais, com 4,174 milhões de m3/d, e pelo Espírito Santo, com 3,292 milhões de m3/d.

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