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Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a decisão de adiar o aumento do IPI que aconteceria na próxima segunda-feira (01) foi tomada para evitar queda nas vendas do setor

O governo anunciou na noite de sábado (30) a prorrogação das atuais alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para automóveis e caminhões até 31 de dezembro de 2013.

O tributo sobre veículos subiria a partir desta segunda-feira, 1º de abril.

Governo deixa de arrecadar R$ 2,2 bilhões ao manter o IPI reduzido até o final do ano
Marcelo Camargo/ABr
Governo deixa de arrecadar R$ 2,2 bilhões ao manter o IPI reduzido até o final do ano

"Com essa medida, o governo não só estimula o setor automotivo, um dos principais motores da economia, como toda a cadeia automobilística, como as indústrias de autopeças, de estofamento e de acessórios", afirmou o Ministério da Fazenda, em comunicado.

A medida representa uma renúncia fiscal adicional de R$ 2,2 bilhões entre abril e dezembro de 2013 em relação ao que já estava programado.

Para os veículos flex e a gasolina de até 1.000 cilindradas, cujas alíquotas subiriam de 2 para 3,5% a partir de segunda-feira, o imposto foi mantido em 2% até o final deste ano. A alíquota original do IPI para veículos de até 1.000 cilindradas é de 7%.

Para os carros flex de 1.000 a 2.000 cilindradas, a alíquota do IPI deveria passar de 7 para 9% em 1º de abril, enquanto para veículos a gasolina, subiria de 8 para 10%.

Com a medida, as alíquotas ficam mantidas em 7% para veículos flex e em 8% para gasolina. O IPI original do segmento é de 11% para carros flex e de 13% para os que são movidos a gasolina.

Para veículos acima de 2.000 cilindradas, a alíquota permanece em 25% para os movidos a gasolina e em 18% para os flex. Já para caminhões, a alíquota foi mantida em zero.

Também foi prorrogada até 31 de dezembro a alíquota de 2% de IPI para veículos comerciais leves. A alíquota original nesse segmento é de 8%.

O governo reduziu o IPI sobre veículos no final de maio do ano passado, em meio a uma queda nas vendas do setor responsável por cerca de 23% do Produto Interno Bruto (PIB) industrial do Brasil. O incentivo começou a ser retirado gradualmente neste ano.