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Locomotivas ficam paradas para consertos leves a cada 75 dias, ante 45 dias

Brasil Econômico

Para melhorar a produtividade das locomotivas mais antigas, a América Latina Logística (ALL) começou a usar um sistema operacional na área de manutenção para aumentar o intervalo de consertos leves das máquinas. Com o projeto, o período entre cada manutenção subiu de 45 para 75 dias. O projeto foi iniciado na frota de 130 equipamentos que rodam na malha norte da companhia, entre o Mato Grosso e São Paulo, e tem idade média acima de 30 anos.

Segundo Leonardo Mio Dal Pai, especialista de projetos e confiabilidade da ALL, o projeto começou a ser implantado em maio deste ano e desde então a companhia conseguiu aumentar a produtividade de 220 locomotivas.

“Antes, a cada 19 dias de operação das locomotivas, havia uma falha no equipamento e este ia para manutenção. Com o novo sistema, ganhamos três dias entre uma falha e outra. As máquinas apresentam algum defeito a cada 22 dias. É um ganho enorme na produtividade desses equipamentos”, explicou o executivo.

Com base no banco de dados de falhas e revisão dos planos de manutenção empregados pela ALL, a equipe de consultores da ReliaSoft (empresa que desenvolveu o sistema operacional) em conjunto com especialistas da ALL utilizaram o softwares específicos para simular e analisar diversos componentes interligados e que afetavam a disponibilidade e confiabilidade da frota.

“Já estamos expandindo o trabalho realizado para outro modelo de locomotiva e para alguns componentes principais como os turboalimentadores, compressores e motores de tração, disse Mio Dal Pai.

Segundo ele, agora a ALL vai implantar o novo sistema na frota de 93 locomotivas que operam na malha Sul da companhia, no Estado do Paraná. Serão 92 máquinas com idade média entre 25 a 30 anos. “A segunda fase do projeto será implantado em maio de 2013. E a expectativa é que os ganhos na produtividade das máquinas sejam equivalentes aos já apresentados”, ressaltou o executivo.

O sucesso da operação influencia inclusive na compra de novas locomotivas. A ALL passa, agora, a pedir estudos de custo de ciclo de vida (LCC) aos fornecedores, bem como simulações que possam os auxiliar nas escolhas de novas locomotivas.

O diretor de projetos da ReliaSoft, Cid Agusto Costa, disse que esse sistema também pode ser usado em outros setores da economia. “Com a implantação da plataforma, além da melhora na produtividade dos equipamentos, há também uma redução dos custos operacionais entre 15% a 35%,dependendo do setor aonde é usado o sistema’, disse o executivo.

A plataforma, segundo Costa, é usada com mais frequência em empresas de mineração e siderurgia, que respondem por 55% da carteira de clientes. “Com toda a demanda e a busca por corte nos custos operacionais, nossos negócios devem crescer 20% este ano e até 30% em 2013. Há muita oportunidade no Brasil e também na América do Sul.”

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