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Das 936 empresas ouvidas no período de 15 de outubro a 30 de novembro, 50% informaram que programam aumentar os investimentos em capital fixo no próximo ano

Agência Estado

Apesar do desempenho fraco em 2012, as expectativas para a indústria em 2013 são melhores do que as vistas no final de 2011 para 2012, revela a Sondagem de Investimentos da Indústria de Transformação relativa ao período de outubro a novembro, divulgada pela Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira. As empresas entrevistadas mostraram ligeira melhora nas projeções para os quesitos investimentos e faturamento. As previsões para o emprego, no entanto, são menos favoráveis.

Das 936 empresas ouvidas no período de 15 de outubro a 30 de novembro, 50% informaram que programam aumentar os investimentos em capital fixo no próximo ano, enquanto 15% planejam reduzir. A parcela das que preveem crescimento real das vendas, descontada a inflação, chega a 71%. O porcentual das que projetam queda do faturamento em 2013 é de 6%.

A pesquisa revela ainda que "as expectativas para contratações pela indústria em 2013 tornaram-se menos favoráveis este ano em comparação com as previsões feitas no bimestre outubro-novembro do ano passado", informou a FGV, em nota. O porcentual de empresas que pretendem contratar diminuiu de 36% para 32%, na comparação do bimestre outubro-novembro de 2012 com o mesmo período de 2011. As que programam demissões aumentou de 10% para 12%. Em relação a 2012, 37% das empresas reportaram aumento do pessoal ocupado e 23%, queda.

Neste ano, a indústria percebeu uma piora do ambiente dos negócios na comparação com a sondagem feita no ano anterior. Do total de entrevistados, 43% disseram ter investido mais em máquinas e equipamentos e 28% informaram ter reduzido investimentos. Em 2011, essas parcelas haviam sido de 54% e 20%, respectivamente.

Em relação às contratações, 37% das empresas disseram ter elevado o contingente de mão de obra em 2012, parcela inferior aos 43% registrados no mesmo período do ano passado. A proporção de empresas que cortaram postos de trabalho aumentou de 15% em 2011 para 23% este ano. Enquanto caiu o número de empresas que informaram crescimento das vendas reais neste ano, fechando em 54%, oito pontos porcentuais a menos do que no ano passado. Do total de entrevistados, 24% informaram redução do faturamento. Em 2011, o porcentual era de 15%.

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