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José Antonio Fay, à frente da companhia em todo o processo de fusão entre Perdigão e Sadia, deixará o cargo por completar 60 anos e empresa discute mudanças na estrutura; Sadia deixa de existir em dezembro

Executivo José Antonio Fay vive seus últimos momentos no comando da Brasil Foods
Greg Salibian/iG
Executivo José Antonio Fay vive seus últimos momentos no comando da Brasil Foods

A Brasil Foods começa a discutir mudanças em sua estrutura em função do crescimento das operações internacionais, ao mesmo tempo em que seu principal executivo, José Antonio Fay, prepara seu sucessor. Fay completará 60 anos em 2013 e terá de se afastar do comando da companhia no ano seguinte.

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As discussões dentro da empresa, que faturou R$ 25,6 bilhões no ano passado, envolvem a criação de duas presidências: uma que cuidaria da operação nacional e outra, acima desta, que seria responsável pelas operações globais, que respondem por 40% das vendas da Brasil Foods. A empresa tem subsidiárias na Argentina, Holanda e China, onde será construída uma fábrica. Para essa estrutura internacional não há a determinação de que o executivo, ao completar 60 anos, deixe o cargo. Esse modelo, no entanto, não está definido e precisa ser aprovado pelo conselho.

A perspectiva de Fay, por enquanto, é preparar seu sucessor. Há diversos nomes entre os cotados a sucedê-lo dentro da propria Brasil Foods. “Certamente não ficarei parado [após sair da empresa], afirma Fay. “Mesmo que venha a fazer parte do conselho, gosto muito da ideia de investir em startups.”

Outra mudança importante na Brasil Foods é que a Sadia deixará de existir em 31 de dezembro. Incorporada pela Perdigão após ter problemas com derivativos cambiais tóxicos em 2008, a empresa será fechada em poucos dias. Essa é uma das últimas medidas para que a fusão se dê por encerrada. “Economizaremos enormemente em processos e trabalho”, diz Fay. “Hoje, quando um varejista faz um pedido, temos de emitir notas fiscais separadas para a Sadia e a Brasil Foods. Agora, tudo ficará mais fácil”.

Terminada a incorporação, 2013 tende a ser um ano de novos objetivos para a Brasil Foods. “Todo esse processo consumiu uma energia enorme dentro da empresa”, diz Leopoldo Saboya, vice-presidente de finanças da Brasil Foods. “O próximo ano será voltado à busca pela rentabilidade, produtividade e inovação.”

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