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Expectativa da companhia é que público feminino mirim salte dos 15% para 30% do share em três anos

Brasil Econômico

Lego é a terceira maior fabricante de brinquedos
Getty Images
Lego é a terceira maior fabricante de brinquedos

A cada minuto, as fábricas da Lego em quatro países produzem juntas 68 mil elementos, entre variedades dos famosos blocos de montar e componentes dos bonequinhos e cenários. Depois de embaladas, as coleções do brinquedos que há 50 anos ajudam a construir a infância de milhões de crianças, seguem para mais de 130 países, incluindo o Brasil. Aqui, a companhia se prepara para o lançamento de sua segunda loja conceito, dessa vez no Rio de Janeiro — a primeira está em São Paulo desde 2010. A inauguração será a poucos dias do Natal, período que deve incrementar as vendas da companhia no país em 20%.

O mercado brasileiro é um dos principais para a empresa dinamarquesa, que por aqui tem distribuição pela MCassab desde 2005. Dados da Associação Brasileira dos Fabricantes de Brinquedos, apontam que neste ano, o mercado nacional — incluindo produtos nacionais e importados, deverá faturar R$ 3,8 bilhões em vendas. Neste ano, a estimativa é de que sejam lançados 1.659 novos brinquedos.

Atenta ao potencial de crescimento das vendas em todo o mundo, a Lego lançou, neste ano, nada menos do que 226 produtos diferentes no mercado. Alguns deles, 22 produtos, compõem a linha Lego Friends, a primeira desenvolvida pensando especialmente no público infantil feminino. “As meninas sempre foram 15% do nosso público com os brinquedos unissex. Em três anos, queremos que elas sejam 30% do share”, diz Robério Esteves, diretor de operações da Lego no Brasil.

O executivo recebeu o BRASIL ECONÔMICO em seu escritório, na zona sul de São Paulo. Na sala, por todos os lados, caixas de Lego e brinquedos montados, além de um convidativo pote repleto de blocos avulsos — são capazes de transportar qualquer adulto de volta à infância. O próprio Esteves conta que precisou usar a imaginação para ser contratado pela companhia, há 24 anos. “Na ocasião, disputava uma vaga para designer e todos os candidatos tiveram que montar uma ave de Lego em uma etapa da seleção”, relembra.

Depois de passar por várias áreas de empresa, Esteves assumiu a diretoria geral no país, onde as vendas têm crescido 25% ao ano. A empresa não revela o faturamento por regiões. Globalmente, as vendas da Lego renderam R$ 3,5 bilhões em 2011, valor que cresceu acima dos 17% em relação aos US$ 2,8 bilhões registrados em 2010.

Em 50 anos de história, a Lego se manteve entre as líderes do mercado de brinquedos, saltando da 5ª para a 3ª posição mundial. Durante esse período, aproximadamente 400 bilhões de peças foram produzidas pela companhia. “São 400 milhões de crianças que brincam com nossos produtos em todo o mundo, anualmente”, diz Esteves. Para ele, um dos ingredientes do sucesso da Lego está na constante busca por inovação. “Mantivemos nossa essência, mas agregamos inovações. Estimular a criatividade continua sendo fundamental para nós”, diz. E se a palavra de ordem é inovar, os consumidores mirins podem aguardar. Em 2013, outras novidades deverão chegar ao mercado.

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