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Empresa amplia estrutura e aponta país como uma das operações mais promissoras

Liderar o mercado de tecnologia da informação no Brasil. Esta é a ambição de Mark Hurd, presidente mundial da Oracle para a subsidária da empresa no país. “As empresas devem investir cada vez mais em TI por aqui e é isso que nos atrai.” A companhia não revela o faturamento da operação local, mas segundo Hurd é fácil ver os sinais de que as coisas vão bem por aqui. “Temos contratado muita gente. Isso mostra muito claramente o nosso crescimento e como pretendemos crescer ainda mais”, afirma Hurd. Hoje, a companhia tem cerca de 6 mil funcionários na América Latina — região em que o Brasil desempenha papel mais importante. Há um ano, o número de empregados na região era de pouco menos que 5 mil.

Segundo o executivo, não é só o crescimento no quadro de funcionários que mostra o desejo da Oracle de manter bases cada vez mais firmes no país. “Temos um grande compromisso com o mercado local”, diz o executivo. Recentemente, a companhia inaugurou a primeira sede própria da operação brasileira. O prédio de doze andares, localizado próximo ao Shopping Morumbi, em São Paulo, concentrará toda a área administrativa e comercial da empresa. Segundo comunicado feito pela antiga dona do prédio, a Multiplan, na época da venda, a sede nacional custou R$ 165 milhões aos cofres da Oracle.

Boa parte dos funcionários que trabalham no novo prédio tem como missão desenvolver os mercados que a empresa acredita que devem ser os responsáveis pela expansão nos próximos anos. “Vemos um grande potencial para os segmentos de computação em nuvem, serviços de engenharia e para o big data”, diz Hurd. Essas três áreas juntas, segundo o executivo devem responder por grande parte do crescimento da operação local durante os próximos anos.

Com a tendência de que os países emergentes adotem as tecnologias de computação em nuvem mais rápido do que as nações desenvolvidas, a Oracle vê nesse tipo de solução um dos melhores caminhos para ganhar relevância no mercado brasileiro. Por isso, a empresa não descarta a possibilidade de aumentar investimentos para essa área na operação local. Questionado sobre a possível construção de um datacenter no país para atender essa demanda, Hurd afirmou que esse é um caminho possível e que, de qualquer forma, a computação em nuvem deve receber boa parte dos recursos da empresa.

O executivo deixa em aberto também a possibilidade de acelerar o crescimento no país por meio de aquisições. “Não gostamos de especular. Sempre fomos muito agressivos quanto às compras, mas temos a política de só comentar o assunto depois que o negócio está fechado.” Nos últimos anos, a Oracle realizou uma série de aquisições, em geral de empresas com atuação em diversos países. Desde que adotou essa estratégia, em 2005, foram realizadas mais de 60 negócios.

O presidente falou também sobre o que leva a empresa a projetar um crescimento no segmento de big data, que é a área responsável pelo processamento de grandes quantidades de dados. “Até 2020, será necessário processar 50 vezes mais dados do que hoje. Essa é um dos principais desafios que os departamentos de tecnologia terão de enfrentar.”

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