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Montadora assinou protocolo de intenções com ministro de Hugo Chávez para montar carros naquele país

A francesa Renault elegeu mesmo a América Latina como uma das regiões mais importantes dentro da sua estratégia mundial. A montadora, depois de investir na unidade brasileira R$ 1,5 bilhão para o aumento da capacidade produtiva, agora se volta para o mercado venezuelano. A empresa e o ministério do Poder Popular da Indústria da República Bolivariana da Venezuela assinaram carta de intenções para a instalação de fábrica de montagem naquele país.

Segundo comunicado da empresa, desde o início de suas operações, há 50 anos, a empresa vendeu na Venezuela mais de 132 mil veículos, desenvolveu uma rede de 20 concessionárias e centros de serviço, além de um centro de formação profissional e técnico de qualidade mundial. A Renault Venezuela SA é uma subsidiária comercial controlada 100% pela Renault, que tem como presidente mundial, Carlos Ghosn.

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Além disso, a companhia inaugurou o primeiro Centro de Formação em Mecatrônica Automobilística (uma combinação de mecânica, eletrônica e informática em tempo real) no Instituto Universitário Tecnológico (IUT) Dr. Federico Rivero Palacio, na Universidade de Caracas. Com esta nova opção, a cada ano, 60 estudantes poderão obter o diploma de técnico automobilístico.

Os carros que são vendidos lá são importados da Colômbia e de unidades europeias. Hoje, o Brasil não embarca para a Venezuela, em razão da falta de competitividade do país para a exportação. O aumento da capacidade da fábrica brasileira, em São José dos Pinhais (PR), deverá atender prioritariamente a demanda do mercado brasileiro e da Argentina, onde a montadora mantém uma unidade de produção. Lá a Renault monta o hatch compacto Clio, e os sedãs Fluence e Symbol, todos destinados ao mercado brasileiro.

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Outra montadora que tem perdido na exportação em razão da baixa competitividade do país é a Volkswagen do Brasil. “Este ano vamos exportar cerca de 150 mil unidades, a maior parte para a Argentina.

Vai depender muito da reação do mercado perante a crise econômica que assola a Europa”, disse o presidente da montadora no Brasil, Thomas Schmall. No ano passado, a VW embarcou 178 mil unidades.

Mesmo com o volume inferior, a Volkswagen do Brasil é líder em exportações do setor automobilístico brasileiro. Em novembro, ela atingiu o marco histórico de 3 milhões de unidades (automóveis e comerciais leves) exportadas desde 1970, quando tiveram início as vendas da marca para o exterior.

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Hoje, a Volkswagen do Brasil tem a América Latina como seu mercado de exportações, sendo que Argentina e México são os principais destinos, respondendo por 64% e 22% das exportações, respectivamente. A marca, no entanto, já vendeu seus modelos para 147 países, nos cinco continentes.

Novos modelos

Schmall confirmou que o modelo conceito apresentado no Salão do Automóvel de São Paulo, o utilitário esportivo Taigun, será o próximo carro da montadora a entrar em linha de produção. Ele, no entanto, não informou em qual unidade da companhia no mundo o veículo deve ser montado.

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“Foi a primeira vez que tivemos um lançamento mundial aqui no Brasil. Isso mostra a importância que o país vem ganhando dentro da empresa.”

O Taigun foi criado inspirado nas condições brasileiras, mas deverá ser vendido também em países emergentes.

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