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Queda no desempenho será influenciada pela paralisação no alto forno da usina de Tubarão

Brasil Econômico

Com as grandes economias do mundo ainda sem conseguir recuperar a situação pré-crise, o mercado de aço no Brasil deverá fechar o ano de 2012 com queda de 1,1% na produção, provocada pela paralisação do alto forno da usina de Tubarão e apresentar resultado negativo de 10,9% nas exportações. As vendas tiveram discreta alta de 1,3% e as indústrias nacionais estarão com sua capacidade de produção em torno de 72,5%, semelhante ao patamar registrado em 2011. Para o presidente-executivo do Instituto Aço Brasil, Marco Polo de Mello Lopes, é pouco provável que se pense na indústria local em projetos de aumento de capacidade instalada. O mesmo diz o presidente do Conselho Diretor da instituição Albano Chagas, que adianta que a expectativa de recuperação em 2012 não ocorreu e em 2013 o setor ainda deverá passar por dificuldades.

“Não faz sentido aumento de capacidade instalada à luz do que acontece nesse momento. Há sobra de aço no mercado externo acima de 530 milhões de toneladas. E, assim como no Brasil, olhando para o mundo, não há caminhos para novos projetos de aumento de capacidade”, afirma Chagas.

No entanto, ele não acredita que as perspectivas nem tão otimistas do mercado possam gerar na indústria local o fechamento de plantas ou a redução de empregos. “Esperamos em 2013 um aumento de 7,7% nas vendas domésticas, o que elevará a capacidade instalada no Brasil e também o número de empregos”, comentou.

Para Chagas, o setor de aço deverá registrar melhora em 2013 também por medidas como a redução do custo de energia por conta das ações que estão sendo implementadas pelo governo. O impacto para as empresas, diz ele, deverá ser de queda de 4% nos custos da energia na indústria de aço no país. O dólar nos atuais patamares, complementa ele, também ajudam o setor. Perguntado se estas medidas podem melhorar as margens ou reduzir as perdas, ele disse acreditar que, “se Deus quiser”, vão significar aumento de margem para o mercado. “Nosso custo de energia é 35% maior do que a média dos 35 maiores produtores do mundo. A ação de redução do custo por parte do governo vai nos ajudar”, diz Chagas.

Para 2013, segundo estudos da instituição, as vendas deverão voltar ao patamar de 2008 com 23,4 milhões de toneladas. Já a produção deverá ficar em 49 milhões de toneladas. O Brasil ainda tem potencial para aumentar o consumo de aço, em 128 quilos per capita.

Já para 2012, a produção brasileira de aço no país, segundo o Instituto Aço Brasil, deverá ficar em 34,8 milhões de toneladas e as vendas internas, em 21,7 milhões de toneladas. As importações devem atingir em 2012 3,8 milhões de toneladas, alta de 0,9% em relação a 2011 e as exportações deverão atingir 9,7 milhões de toneladas.

Para Marco Polo de Mello Lopes, vale seguir com o mantra que o mercado precisa manter.

“O mercado precisa crescer e não pode crescer para fora e sim para a indústria nacional. A correção de assimetrias competitivas como o custo de energia elétrica e peso da carga tributária podem voltar a trazer competitividade”, diz o executivo.

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