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Para Rodrigo Kede, presidente da IBM Brasil, transformação da tecnologia garante a receita

Brasil Econômico

A transformação da tecnologia nos últimos anos e, principalmente, no presente, tem levado a IBM a se garantir financeiramente em meio a crise mundial atual. De acordo com Rodrigo Kede, presidente da IBM Brasil, desde julho deste ano, “a empresa independe da situação econômica do país para se sustentar”.

Segundo ele, a companhia vende suficiência e agilidade às empresas, que, mesmo em tempos difíceis, investem na tecnologia para se diferenciar dos concorrentes. “Neste ano, no meio da crise mundial, fechamos duas parcerias grandes, uma com a Caixa e a outra com o grupo EBX”, conta Kede, completando, sem citar números, que as parcerias vão alavancar a receita da empresa neste ano.

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Em abril, a IBM e o Grupo EBX fecharam acordo estratégico, no qual, a companhia contribuirá com soluções inteligentes de indústria, provendo novos produtos, softwares e serviços que complementam a expertise da SIX Automação, para os setores de petróleo e gás, mineração, construção naval, portos, entre outros.

Já a parceria com a Caixa, em agosto, remete à modernização de processos empresariais e serviços do crédito imobiliários para ampliar o acesso à casa própria. De acordo com o presidente, o Brasil tem alto potencial de crescimento, podendo se tornar nos próximos 15 anos, um país desenvolvido. “Se o país fizer seu trabalho de casa, o Brasil pode virar um país desenvolvido. Para isso acontecer será necessária parceria público-privada”, destaca Kede.

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Para crescer, a IBM aposta na expansão de filiais como um dos pilares garantidos. No entanto, para 2013, o foco será na estratégia. “Ainda não temos plano de investimento em novas cidades. No próximo ano, queremos estabilizar as filiais para criar e garantir mais cidades”, diz Tomaz Oliveira, vice-presidente de General Business da IBM Brasil. Atualmente, a empresa está presente em 38 cidades brasileiras. A última a receber uma filial foi Caxias do Sul, no Rio Grande do Sul. Para abrir um escritório são investidos entre R$ 700 mil e R$ 1 milhão.

Outro pilar, sem citar projeções, são as aquisições. Nos últimos 10 anos, a IBM comprou mais de 100 empresas, a maior parte relacionadas a softwares e serviços. Para entrar na nova era da tecnologia, a companhia começa a apostar na ferramenta de front office, deixando para trás a back office. “A empresa quer entender o cliente, o mercado e o que está acontecendo lá na frente. A tecnologia antes era um custo e agora vai fazer parte da receita”.

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