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Para José Ricardo Roriz Coelho, câmbio mais alto não causaria pressões fortes sobre os preços internos

Agência Estado

O diretor do Departamento de Competitividade e Tecnologia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), José Ricardo Roriz Coelho, elogiou o esforço do governo para diminuir a apreciação do real ante o dólar. Ele ressaltou, porém, que o patamar atual do câmbio, pouco inferior a R$ 2,10, ainda é insatisfatório para a produção industrial e para melhorar de forma expressiva a competitividade do setor.

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"Na minha opinião, o câmbio variando numa faixa entre R$ 2,30 e R$ 2,50 seria razoável e não seria inflacionário", apontou. Para Coelho, a mudança em pelo menos 20 centavos não causaria pressões fortes sobre os preços internos por dois motivos. Um dos fatores é que incentivaria as empresas nacionais a fabricar mais produtos para exportação. Outro elemento é que o mercado interno é grande e boa parte do consumo doméstico está sendo atendido pelas importações. "Portanto, há uma demanda grande da população que poderia ser atendida por mercadorias feitas aqui, gerando mais empregos", comentou.

Na última sexta-feira (23), o ministro da Fazenda, Guido Mantega, declarou que o câmbio acima de R$ 2,00 "veio para ficar" , já que há cerca de 5 meses opera nesse nível.

A Fiesp apresenta nesta segunda-feira o Índice Competitividade das Nações (IC-Fiesp), um ranking que identifica as principais restrições ao aumento da competitividade brasileira e busca experiências internacionais de sucesso que possam servir de exemplo ao País.

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