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A partir de agora, carros trazidos do país terão de pagar Imposto de Importação de 35%, o que pode tornar inviável sua venda no Brasil

Agência Estado

A cota de importação de veículos do México isenta de imposto, prevista até março, já se esgotou. A partir de agora, os carros trazidos do país terão de pagar Imposto de Importação (II) de 35%, o que pode tornar inviável sua venda no País.

As montadoras tentam compensar a limitação com a produção local. A Ford iniciará no próximo ano a produção do novo Fiesta hatch em São Bernardo do Campo (SP), e trará do México, por um tempo, só a versão sedã. A Nissan, maior importadora de carros mexicanos, vai inaugurar fábrica em Resende (RJ) em 2014, onde produzirá ao menos dois dos quatro modelos hoje trazidos daquele país.

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Desde abril, quando a restrição efetivamente entrou em vigor, foram importados US$ 1,387 bilhão em veículos, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A cota prevista até março de 2013 é de US$ 1,45 bilhão, ou seja, a diferença de US$ 63 milhões foi atingida neste mês.

A Honda, com cota de US$ 40,2 milhões, decidiu que só voltará a trazer o utilitário-esportivo CR-V a partir de março, quando entra em vigor nova cota por mais 12 meses. A Nissan já havia informado que atingiu sua cota de US$ 239 milhões (35 mil veículos) há três meses.

Depois de suspender as importações dos modelos March, Versa, Sentra e Tiida, o que levou a uma fila de espera pelo compacto March, o mais vendido da marca, a Nissan voltou a trazê-lo neste mês. Com o imposto, o preço do carro ficou cerca de R$ 1 mil mais caro. Segundo a empresa, o repasse só não foi maior porque fábrica e concessionários absorveram parte do custo. Segundo o presidente da Nissan, Christian Meunier, se o II fosse repassado integralmente, os preços subiriam 10%, mas o reajuste para March e Sentra foi de 2% a 5%. A partir de janeiro, o grupo poderá usar parte da cota acertada no Inovar-Auto com isenção de 30 pontos porcentuais do IPI, mas, para os carros do México ainda será preciso para o II do volume que superar a cota do regime automotivo com o país.

A Fiat reajustou preços dos modelos 500 e Freemont e optou, desde o início, por mesclar parte da importação dentro da cota e parte pagando o II. A marca tinha direito a importar US$ 173,8 milhões (cerca de 18 mil carros). A General Motors congelou os planos de trazer ainda este ano o utilitário-esportivo Trax, que competiria com o Ford EcoSport.

A decisão de impor cotas partiu do governo brasileiro, insatisfeito com o aumento das importações do México, país com o qual tem acordo de livre comércio no setor automotivo. Em 2011, a balança comercial foi negativa em US$ 1,54 bilhão para o Brasil. Desde o estabelecimento da cora, que vale para ambos países, o Brasil exportou US$ 232,6 milhões, o que resulta em déficit de US$ 1,15 bilhão no período.

De 2000 a 2007, o saldo foi positivo para o Brasil. A reversão ocorreu em 2008 e, desde então, o déficit só cresce e mais que dobrou de 2010 para 2011. A cota para 2013 é US$ 1,56 bilhão, vai a US$ 1,64 bilhão em 2014 e volta o livre comércio em 2015, mas o México quer mudar essa regra. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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