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Apesar da estabilidade do indicador, o cenário ainda não indica recuperação, avalia a Confederação Nacional da Indústria (CNI)

Agência Estado

Após cinco meses consecutivos de queda, a atividade da construção civil ficou estável em outubro, segundo Sondagem da Indústria da Construção, divulgada nesta segunda-feira pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O indicador de nível de atividade registrou 50,1 pontos, pouco acima da linha divisória dos 50 pontos - resultados acima dos 50 pontos apontam aumento da atividade. Em setembro, o índice estava em 49,2 pontos, e em outubro de 2011, em 50,3 pontos.

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Apesar da estabilidade do indicador, o cenário ainda não indica recuperação, avalia a CNI. O índice de nível de atividade em relação ao usual ficou em 47,3 pontos, ante 47 pontos em setembro e 48,3 pontos em outubro de 2011. Foi o sexto mês consecutivo em que o indicador ficou abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica desaquecimento da indústria da construção.

A Utilização da Capacidade Operacional (UCO) ficou em 70% em outubro, repetindo o resultado de setembro. Desde abril, esse índice permanece praticamente inalterado. O indicador de número de empregados ficou em 49,6 pontos, ante 48,8 pontos em setembro e 51 pontos em outubro de 2011.

O indicador das expectativas dos empresários do setor para os próximos seis meses caiu para 55,2 pontos em novembro, ante 57,4 pontos em outubro, o menor nível da série história da pesquisa, iniciada em dezembro de 2009. Em novembro de 2011, o indicador estava em 56,2 pontos.

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A CNI avalia que essa queda nas expectativas é resultado da adequação das empresas a um novo cenário de crescimento mais lento e gradual, o que pode levar os empresários a readequar seus planos futuros de investimento.

A pesquisa foi feita entre os dias 1º e 14 de novembro, com 465 empresas da indústria de construção de pequeno, médio e grande portes.

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