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Segundo o presidente mundial da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, a ideia é que a produção anual de carros Renault passe 200 mil para 380 mil em São José dos Pinhais

Agência Estado

O presidente mundial da aliança Renault-Nissan, Carlos Ghosn, anunciou a interrupção da produção de carros na fábrica da Renault de São José dos Pinhais, na região metropolitana de Curitiba, entre 7 de dezembro deste ano e 7 de fevereiro de 2013. O objetivo da parada é ampliar a capacidade de produção da fábrica, que hoje é de 200 mil carros por ano. Segundo o executivo, que concedeu entrevista coletiva nesta sexta-feira no Rio, a ideia é que a Renault produza em São José dos Pinhais a partir do ano que vem até 380 mil veículos.

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Ghosn disse também que a fábrica de motores da Renault no Paraná aumentará sua produção de 400 mil para 500 mil por ano em 2013. O executivo previu que em 2013 o setor automobilístico terá um crescimento menor no País em relação a 2012. Para ele, o setor crescerá em torno de 2% no ano enquanto a previsão de expansão do PIB é 4,5%. "Ninguém sabe qual será o efeito da volta do IPI ao nível normal. Ninguém sabe quanto isso vai pesar."

Sobre a Nissan, o presidente da aliança disse esperar que em 2014 comece a produção na fábrica que será construída em Resende, no Estado do Rio. A fábrica terá capacidade de produzir 200 mil carros por ano.

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Na mesma entrevista, Ghosn defendeu que o Brasil passe a produzir mais carros em vez de importá-los. Segundo ele, o País "hoje tem falta de capacidade maciça" de produção de carros. E apontou dois fatores como os importantes neste quadro: em primeiro lugar, a falta de competitividade de toda a cadeia industrial brasileira; em segundo, o fato de o Brasil ser o país "mais taxado do mundo". "Acho que o mercado brasileiro está abaixo de seu potencial, que é bem maior do que a produção atual de 4 milhões de carros por ano", disse o executivo.

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