Tamanho do texto

Com o lançamento do isotônico Ironage, a dona da cerveja Itaipava amplia seu portfólio de não-alcoólicos, hoje liderado pelo TNT Energy Drink

Reuters

De olho em um segmento que cresce cerca de 13% ao ano, o Grupo Petrópolis ingressou nesta quinta-feira na categoria de isotônicos, elevando a presença nacional da fabricante de bebidas, que já tem planos de internacionalização para 2013.

Com o lançamento do isotônico Ironage, a dona da cerveja Itaipava amplia seu portfólio de não-alcoólicos, hoje liderado pelo TNT Energy Drink, que já ocupa a vice-liderança do segmento de energéticos.

Veja também:  Petrópolis aumentará capacidade de produção em 20% com fábrica na BA

"Após avaliação da concorrência em mercados estratégicos e pesquisas com consumidores, buscamos atender a demanda que vinha sendo identificada com essa nova categoria", disse à Reuters o diretor de mercado do Grupo Petrópolis, Douglas Costa.

Fachada da fábrica da cervejaria Petrópolis localizada em Pedro do Rio
Isabela Kassow
Fachada da fábrica da cervejaria Petrópolis localizada em Pedro do Rio

O produto, que começará a ser distribuído a consumidores no começo de dezembro, será vendido inicialmente apenas em São Paulo e Rio de Janeiro, antes de ser oferecido nas demais praças onde a empresa opera. "Em dois anos, esperamos ter 10% do mercado de isotônicos nos mercados onde a Petrópolis atua", estimou Costa, considerando produção inicial do Ironage de 30 a 40 mil litros por mês.

O investimento é de R$ 3 milhões na primeira fase e deve alcançar até R$ 7 milhões no próximo ano. Para a Petrópolis, o produto embute o desafio de consolidar a companhia como a maior fabricante de bebidas "totalmente nacional", segundo Costa. "Passamos a ser a maior se considerarmos o capital totalmente nacional", disse.

Veja também:  Petrópolis aposta em festas sazonais no NE

A liderança do setor de bebidas no Brasil é ocupada com folga pela Ambev, controlada pela belga AB InBev, maior cervejaria do mundo. Já a vice-liderança vem sendo disputada ponto a ponto entre Petrópolis e Schincariol, adquirida em novembro do ano passado pela cervejaria japonesa Kirin e que passou a se chamar Brasil Kirin neste mês.

Veja também:  Ambev ultrapassa Petrobras e se torna a mais valiosa da bolsa

A companhia já faz planos para transpor a fronteira do Brasil via exportações. Segundo Costa, o grupo está se preparando para começar a exportar o energético TNT a partir de 2013 para Rússia e alguns países europeus.

"Hoje temos exportações esporádicas de cerveja para Austrália e Estados Unidos, mas é irrelevante", disse o executivo. "Para 2013 já iniciamos uma parceria maior. Num primeiro momento vamos levar a marca para fora por exportações, depois, podemos ter algumas parcerias para produção lá fora".

O TNT está entre as principais estratégias da companhia. Também nesta quinta-feira, a marca de energético passa a ser patrocinadora oficial da Scuderia Ferrari de Fórmula 1, em um acordo com duração até 2016, mas com possibilidade de ser estendido até 2019.

Sem estimar o retorno que as exportações podem gerar, Costa disse que a empresa tem como objetivo dobrar a produção de TNT nos próximos dois anos, atualmente em cerca de 2,5 milhões de latas por mês. Do volume produzido, perto de 10% será exportado.

VICE-LIDERANÇA

O Grupo Petrópolis fechou setembro com participação de 11,23% do mercado brasileiro de bebidas, ampliando a distância sobre a Brasil Kirin, que teve 10,1%, de acordo com dados fornecidos por Costa.

"Estamos crescendo mês a mês. Devemos chegar a 12% este ano e esperamos fechar 2013 com mais de 15%", disse o executivo. Em volume de vendas, a companhia prevê crescimento entre 20% e 25% no próximo ano, movimento favorecido pela inauguração, em meados de 2013, da nova fábrica no Nordeste.

Veja também:  Petrópolis anuncia fábrica da cerveja Itaipava em Pernambuco

A empresa mantém a estimativa de quase dobrar a participação de mercado nos próximos dez anos, para cerca de 20% Além de contribuir para o aumento da produção, a nova fábrica, localizada em Alagoinhas (BA), deve ajudar a Petrópolis a abocanhar uma fatia maior do mercado nordestino, onde a Brasil Kirin tem forte presença com a cerveja Nova Schin.

"Estamos chegando no Nordeste agora e vamos roubar um pouco do mercado (de cerveja) lá", assinalou Costa, acrescentando que a empresa estuda novas fábricas em regiões onde ainda não opera, como o Sul do país.

O grupo tem previsão de fechar este ano com R$ 5 bilhões em faturamento, aumento perto de 25% ante 2011.

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.