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A Hewlett-Packard surpreendeu Wall Street e anunciou na terça-feira a descoberta de "irregularidades contábeis graves" na unidade britânica de software Autonomy

Reuters

A Hewlett-Packard surpreendeu Wall Street com um suposto escândalo contábil na unidade britânica de software Autonomy e uma baixa contábil de 8,8 bilhões de dólares, o mais recente revés a levantar dúvidas sobre a gestão do conselho e de altos executivos da companhia.

A HP anunciou na terça-feira a descoberta de "irregularidades contábeis graves" e uma "forte tentativa da Autonomy de enganar acionistas" após denúncias que se seguiram à saída do presidente-executivo da unidade britânica, em maio.

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Meg Whitman assumiu a presidência da HP há quase um ano, após Leo Apotheker ter sido demitido menos de um ano depois de assumir o cargo. Uma das decisões de grande impacto do ex-presidente foi comprar a Autonomy por 11 bilhões de dólares para fortalecer a transformação da HP em uma companhia de software e serviços. Muitos analistas consideraram o preço alto.

"Muitos acionistas estavam aqui e votaram pela compra, e nos sentimos muito mal por isso", disse Whitman a analistas, sobre a descoberta. O anúncio de terça-feira veio à tona três meses depois de a companhia ter anunciado uma baixa contábil de 11 bilhões de dólares.

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A HP denunciou as supostas irregularidades às autoridades reguladoras dos Estados Unidos e do Reino Unido para investigação civil e criminal.

Uma fonte afirmou que o FBI (a polícia federal dos Estados Unidos) está trabalhando com a SEC (reguladora do mercado mobiliário daquele país) na investigação do caso.

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