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Varejista especialista em produtos para carros abrirá até 15 lojas no estado São Paulo no período de um ano

Vestidos com calça e camisa da AutoZone, os executivos da varejista americana de autopeças mais parecem vendedores da recém-inaugurada loja de Sorocaba (SP), a primeira do grupo no Brasil. Normalmente, eles vestem uniformes em todas as segundas-feiras, quando visitam algumas de suas mais de 4,6 mil lojas nos Estados Unidos.

Mas ontem, no hall do prédio escolhido como escritório, no bairro paulista Vila Olímpia, o objetivo de Bill Rhodes, presidente do grupo, e de Maurício Braz, principal executivo da operação brasileira, não era motivar os vendedores, mas sim anunciar os planos da companhia no Brasil.

Se nos Estados Unidos a Auto Zone é uma gigante, por aqui a expansão começa de forma tímida. Em um ano, a expectativa é inaugurar de 12 a 15 lojas próprias no estado de São Paulo. “Vamos entrar devagar. Neste primeiro momento nossa intenção não é ganhar escala. Queremos conhecer o mercado brasileiro”, diz Rhodes. A estratégia é considerada arriscada por analistas de varejo, principalmente por se tratar de um mercado tão competitivo como São Paulo.

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Além disso, o comércio brasileiro passa por um intensa onda de fusões e aquisições. Quando entrou na capital paulista, em 2008, o Magazine Luiza, rede de móveis e eletroeletrônicos, abriu quase 50 pontos de venda em um só dia. As lojas de bairro formam o grosso da concorrência que a empresa terá de enfrentar. Mas também existem varejistas de peso neste segmento. A Dpaschoal, uma das mais tradicionais do país, possui 500 pontos de vendas, entre próprios e credenciados.

A ideia da AutoZone é crescer organicamente, ou seja, com a abertura de lojas, mas aquisições não estão descartadas. “Se acharmos competidores cujos pontos de venda sejam similares aos nossos podemos comprá-los. Mas está não é nossa prioridade”, afirma Rhodes.

A varejista tem em seu mix mais de 14 mil produtos para manutenção, reparo e embelezamento de automóveis. Além de comercializar marcas como Cofapi e Fras-le, a companhia também tem duas marcas próprias. A Duralast é especializadas em peças mecânicas como cabos de vela e pastilhas de freio. Já a marca AutoZone vende produtos para a conservação de veículos como ceras e esponjas para lavagem.

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Espalhados por uma área de vendas de cerca de 700 metros quadrados, os produtos ficam ao alcance dos clientes na loja de Sorocaba. Os vendedores interagem fornecendo dicas de utilização. Também há um estacionamento para que os clientes possam levar seus carros e receber orientações de como consertar seus veículos. “Assim como acontece nos Estados Unidos, a empresa espera reforçar no Brasil o conceito do ‘faça você mesmo’, no qual o cliente é capaz de realizar pequenos reparos em seu carro”, conta Braz.

Para ajudar na tarefa, a loja emprestará as ferramentas que o consumidor precisar durante a reparação do seu veículo. “O cliente pagará um valor pelo empréstimo do material. No momento da devolução das ferramentas, a loja restituirá a quantia paga por ele”, diz Braz. Além de Estados Unidos e Brasil, a varejista, que fatura US$ 8,6 bilhões, está presente no México e em Porto Rico.

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