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Montadora deve anunciar nome das empresas em um mês. A maior parte das empresas é do primeiro nível

A fábrica da Fiat em Pernambuco está a todo vapor. Depois de iniciar as obras de terraplenagem, a montadora italiana deve conseguir a licença para operação em janeiro. Com isso, o governo do estado dá o aval para o empreendimento da empresa. “Já negociamos com alguns fornecedores e vamos anunciar os nomes no mês que vem. Esses parceiros devem ficar prioritariamente no nosso parque que será integrado à fábrica. Lá teremos 14 empresas em operação”, disse ao BRASIL ECONÔMICO o presidente da montadora, Cledorvino Belini.

Desses 14 fornecedores que se instalarão aos arredores da fábrica, seis já estão contratados. “Já recebemos a visita dessas empresas nos informando que virão para Pernambuco”, disse o secretário executivo de estado de desenvolvimento de negócios, Roberto Abreu e Lima.

Segundo ele, dos seis já contratados quatro vão se instalar dentro da fábrica e dois no segundo parque de fornecedores, há 15 quilômetros de Goiana, onde será a unidade da Fiat. Nessa segunda área, a expectativa é que entre 20 a 30 empresas se instalem no local.

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“Em dois anos, devemos atrair cerca de 45 empresas somente com a Fiat. Isso é um avanço, já que em Betim (MG) a montadora tem 120 fornecedores, mas isso foi conquistado ao longo de 36 anos”, disse Lima.

A segunda fábrica da Fiat no Brasil terá um investimento de R$ 4 bilhões e terá uma capacidade para a produção de 250 mil carros por ano. Ela será construída em uma área de 1,4 mil hectares.

Os planos da montadora italiana é de produzir lá um novo veículo, provavelmente um compacto de entrada. Além disso, a Fiat terá em Goiana um campo de provas, o primeiro fora da Itália, e um novo centro de desenvolvimento.

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A fábrica também poderá abrigar uma linha de produção da Chrysler, uma das marcas do Grupo Fiat. A expectativa é que com a chegada de montadoras como BMW e Land Rover, com unidades de produção, a empresa americana terá que se movimentar para ganhar mercado no país.

O presidente da Fiat, Cledorvino Belini, não confirma a intenção. Entretanto, deixou no ar a possibilidade da produção conjunta em Goiana. “Temos 60% do capital da Chrysler nada está descartado ainda”, disse o executivo.

No Brasil, a empresa é comandada por Sérgio Ferreira e, tem pela frente das metas audaciosas. A montadora quer ser a líder em automóveis premium nos próximos três anos, superando as alemãs,principalmente a BMW, que recentemente anunciou fábrica no estado de Santa Catarina.

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Para isso, a montadora já informou que vai usar toda a estrutura fabril do grupo nas Américas. Hoje, a Fiat tem unidades no Brasil, Argentina e México. Com Goaina, a empresa terá mais uma possibilidade de usar a estrutura do grupo. Espaço lá é que não falta.

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