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Empresa é acusada de ter provocado, na região de sua usina na zona oeste do Rio de Janeiro, o fenômeno conhecido como chuva de prata, que pode causar problemas à saúde

Reuters

A Companhia Siderúrgica do Atlântico (CSA) foi multada em R$ 10,5 milhões pela Secretaria de Estado do Ambiente do Rio de Janeiro por ter provocado, na região de sua usina na zona oeste da capital, o fenômeno conhecido como chuva de prata.

"Minha paciência com a CSA acabou definitivamente", disse nesta quinta-feira o secretário da pasta, Carlos Minc, ao se referir aos sucessivos problemas causados pela unidade fabril e consequentes multas aplicadas pelo órgão.

"Não é a primeira lambança deles. Estão levando mais um cartão amarelo. A próxima é suspensão", ameaçou Minc.

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Segundo ele, caso os problemas na unidade da ThyssenKrupp, em parceira com a Vale --a qual detém cerca de 25%--, voltem a acontecer, há risco na unidade ser embargada pelo Estado.

A nova autuação aplicada é passível de recurso, informou o secretário.

A denúncia da chuva de prata foi feita nesta semana por moradores que convocaram a presença de técnicos dos órgãos ambientais no local para averiguar o problema.

Por falta de umidificação e a presença de ventos fortes na região, além do tempo seco na cidade, o resíduo de escória, um subproduto da siderurgia, vazou das instalações da CSA, na zona oeste da capital, e, provocou a formação das chamadas nuvens ou chuva de prata, de acordo com a secretaria.

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Os resíduos causam problemas respiratórios, alérgicos e dermatológicos, segundo técnicos das secretaria e do Instituto Estadual do Ambiente (Inea).

Essa foi a terceira multa aplicada à CSA desde 2010.

Em agosto daquele ano a autuação foi de R$ 1,8 milhão por conta de poluição do ar com pó de prata. Em janeiro de 2011, outra sanção foi aplicada no valor de R$ 2,8 milhões por problemas ambientais.

A empresa ainda foi obrigada a assinar, em abril deste ano, um termo de ajustamento de conduta (TAC) com o Inea e a SEA no valor de R$ 14 milhões para minimizar os problemas causados na região.

A ThyssenKrupp está em procedimento de análise para a venda da CSA. ArcelorMittal, U.S. Steel, Nucor, JFE Steel e a brasileira CSN estariam entre os grupos interessados nos ativos da Thyssen nas Américas.

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