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Para ministro, política industrial do governo Dilma ajudou o País a resistir às dificuldades criadas pela crise da dívida soberana na Europa

Agência Estado

A política industrial do governo Dilma Rousseff, o Plano Brasil Maior, recebeu uma "avaliação positiva" e ajudou o País a resistir às dificuldades criadas pela crise da dívida soberana na Europa, segundo o ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel. De acordo com o ministro, "setor privado e governo são unânimes: avaliação do Brasil Maior é positiva".

"O Brasil Maior é muito mais do que um plano de enfrentamento da crise", acrescentou Pimentel, que participou de reunião do Conselho Nacional de Desenvolvimento Industrial (CNDI), no Palácio do Planalto, cuja pauta era avaliar o plano. Segundo o ministro, durante o encontro, representantes do setor privado pediram a prorrogação do Reintegra, que devolve dinheiro a exportadores por impostos acumulados ao longo da cadeia, e do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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Os dois programas vencem em 31 de dezembro próximo. Pimentel disse que o governo vai avaliar os pedidos. "Eu não disse nada, só ouvi. Os pedidos foram registrados", informou Pimentel em entrevista concedida após a reunião.

Protecionismo

Durante o encontro, também foi debatido, segundo Pimentel, as medidas antidumping adotadas pelo governo nos últimos meses. Para o ministro, o Brasil tem exercido seus mecanismos de defesa comercial com mais agilidade. Ele também rebateu críticas de que o Brasil tenha economia fechada. "Não é verdade que a economia é fechada, pois temos alto coeficiente de importação", disse. Diante desse cenário, Pimentel previu que as críticas de que o Brasil é um país protecionista devem continuar.

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"Isso deve até aumentar. É uma reação esperada dos países desenvolvidos, grandes produtores e que enfrentam grandes dificuldades, pois precisam desesperadamente desembarcar em mercados novos e afluentes, como é o mercado brasileiro", disse. Para Pimentel, no entanto, dizer que as medidas antidumping adotadas no Brasil são protecionismo é "desconhecer as mais elementares" regras da Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Isso é defesa comercial legítima", argumentou. Segundo ele, o Brasil tem exercido sua defesa comercial com mais agilidade e acuidade porque, recentemente, aumentou o volume de práticas desleais e predatórias no mercado. Pimentel informou que há 45 investigações antidumping em aberto no País e cerca de 80 já aplicadas. "Isso não é protecionismo; é legítima defesa", argumentou.

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