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Segundo economista brasileiro, principal ameaça está inserida no crescente déficit comercial com a China, que subiu para US$ 48 bilhões em 2010 e US$ 64 bilhões em 2011

EFE

As importações metalúrgicas chinesas causarão impacto negativo na geração de emprego na Argentina, Brasil, Colômbia e México, de acordo com estudo tornado público nesta terça-feira na abertura do Congresso Latino-Americano do Aço (Alacero), realizado em Santiago, no Chile. Segundo a análise apresentada pelo economista brasileiro Germano Mendes de Paula, a principal ameaça está inserida no crescente déficit comercial com a China, que subiu de US$ 8 bilhões em 2003, para US$ 48 bilhões em 2010 e US$ 64 bilhões em 2011.

"Com base na matriz insumo-produto de casa país, pode-se qualificar que por cada US$ 1 milhão de importações de produtos metalúrgicos, perdem-se cerca de 11 empregos diretos", afirmou o especialista. A análise ainda aponta que quando se consideram os efeitos indiretos e induzidos, a perda totaliza entre 46 e 64 postos de trabalhos para cada US$ 1 milhão de produtos metais-mecânico importados.

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Germano destacou que a indústria manufatureira, da qual a cadeia metal-mecânica faz parte, foi perdendo participação no produto bruto da região nos últimos anos. A pesquisa ainda destaca a grande importância da cadeia metalúrgica para a sustentabilidade das economias estudadas. Através da observação da informação econômica de cada país e suas matrizes insumo-produto, o trabalho pode concluir que a cadeira representa cerca de 16% do PIB industrial e gera empregos de alta qualidade.

A cadeia metal-mecânica é constituída por quatro setores: indústria automotiva e de material de transporte, setores vinculados à construção e obras de infraestrutura, investimentos em atividades primárias, industriais e de serviços que envolvem aquisição de máquinas, e elaboração de bens duráveis orientados ao consumo final. A cadeia disponibiliza mais de quatro milhões de empregos diretos e quase 20 milhões de empregos indiretos na Argentina, Brasil, Colômbia e México, finalizou o economista brasileiro. 

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