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Resultado desaponta e analistas consideram o período de festas como teste de fogo para a companhia, que vê suas ações caírem abaixo de US$ 600 pela primeira vez desde agosto

Reuters

iPad Mini, apresentado por Phil Schiller, vice-presidente de marketing da Apple
AFP
iPad Mini, apresentado por Phil Schiller, vice-presidente de marketing da Apple

A Apple anunciou mais um trimestre de resultados fracos e as vendas do iPad ficaram aquém das estimativas de Wall Street, motivando queda da ação da empresa.

A mais valiosa companhia de tecnologia do mundo, cujo ação flertou no after-market com preços abaixo de US$ 600 pela primeira vez desde agosto, teve resultados em linha com expectativas. No trimestre anterior, sua receita havia ficado abaixo das previsões do mercado.

A Apple vendeu menos iPads do que o previsto, já que a economia continuou fraca e consumidores preferiram aguardar o lançamento do iPad mini, que chega às lojas em novembro.

Analistas disseram que o verdadeiro teste para a Apple será a crucial temporada de festas de fim de ano, quando a competição será feroz com empresas como Amazon.com, Google e Microsoft --todas elas lançando novos produtos.

"Aproximando-se da temporada de resultados, nós nos perguntávamos se a desaceleração na economia chegaria a Wall Street, e ela chegou", disse o co-gestor do Capital Advisors Growth Fund, Channing Smith.

"A Apple está muito bem posicionada com o iPad e agora, com o iPad mini. Ela tem um ótimo smartphone e esperamos que o iPhone 5 venda muito bem."

A Apple embarcou 26,9 milhões de iPhones no último trimestre, acima da faixa de 25 milhões a 26 milhões prevista por analistas. As vendas de iPads foram de 14 milhões de unidades, abaixo de projeções do mercado para o tablet.

O quarto trimestre fiscal da companhia incluiu apenas nove dias durante os quais foi vendido o novo iPhone 5, o que significa que a atenção do mercado está no atual trimestre de festas de fim de ano --o primeiro para o ano fiscal da Apple.

A Apple fechou seu ano fiscal de 2012 com aumento de 4% da receita, para US$ 156,5 bilhões de dólares, enquanto o lucro líquido teve alta de 61%.

No quarto trimestre fiscal, a companhia teve lucro de US$ 8,2 bilhões, ou US$ 8,67 por ação, frente a US$ 6,6 bilhões, ou US$ 7,05 por ação, um ano antes.

A receita no quarto trimestre cresceu para US$ 35,96 bilhões, próxima da estimativa média de 35,8 bilhões de dólares, de acordo com a Thomson Reuters I/B/E/S.

"Apesar do que você está lendo sobre a Europa, tivemos desempenho muito melhor do que o de nossos rivais", disse o vice-presidente financeiro da Apple, Robert Oppenheimer, em entrevista.

A Apple entra no trimestre após ter reformulado quase todas as suas linhas de produtos, incluindo uma atualização do iPad. O trimestre de dezembro mostrará quão bem o mais recente dispositivo da Apple --o iPad mini, que chega às prateleiras em 2 de novembro-- será recebido pelos consumidores.

O analista Shaw Wu, do Sterne Agee, atribuiu parte da fraqueza nas vendas de iPad no último trimestre à decisão da Apple de adiar o envio de iPads de terceira geração a lojas, com o objetivo de liberar as prateleiras para o iPad mini.

"Estamos felizes com os 14 milhões de iPads vendidos no trimestre. O dado supera nossas expectativas", afirmou o vice-presidente financeiro da Apple. "Mas à medida que o verão (no hemisfério Norte) passava, os rumores sobre o iPhone e o iPad ganhavam força."

Para o trimestre atual, a Apple projeta receita de US$ 52 bilhões, abaixo da estimativa média de 55 bilhões de dólares do mercado, segundo a Thomson Reuters I/B/E/S.

A Apple fechou o último ano fiscal com US$ 121,3 bilhões em dinheiro e disponibilidades, disse Oppenheimer.

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