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Socorro ajudaria o grupo a oferecer financiamento mais barato para compra de veículos e mostra o quanto a Peugeot está sendo empurrada para os braços do governo francês

Reuters

A França fornecerá garantias de bilhões de euros ao braço de finanças da montadora em dificuldades Peugeot, disse uma fonte, no mais recente sinal das dificuldades que o grupo atingido pela crise enfrenta para competir.

O auxílio, que a fonte próxima à situação situou entre 5 bilhões de euros e 7 bilhões de euros, ajudaria o grupo a oferecer financiamento mais barato para compra de veículos e mostra o quanto a Peugeot está sendo empurrada para os braços do governo francês.

Os esforços da companhia para implementar uma reestruturação por si própria tiveram resultados aquém de seus objetivos e o grupo sofreu um rebaixamento pela agência de classificação de crédito Moody's neste mês, aumentando a probabilidade de o rating de seu braço de financiamento, o Banque PSA Finance (BPF), também seja reduzido para status "junk".

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A Moody's diminuiu a classificação da controladora do grupo, que também inclui a marca Citröen, para "Ba3", três degraus abaixo de nível de investimento.

A Peugeot enfrenta um abismo de competitividade cada vez maiores com rivais como a Volkswagen, que buscam uma fatia do reduzido mercado automobilístico europeu, enquanto downgrades tornariam empréstimos para compra de veículos mais caros.

O ministro da Indústria, Arnaud Montebourg, disse que o governo francês está disposto a fornecer garantias para o BPF mas que qualquer ajuda teria condições atreladas.

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Montebourg disse ao jornal Libération nesta terça-feira que a França quer que a Peugeot indique representantes do governo e de trabalhadores para seu conselho, reduza seus planos de cortes de postos de trabalho e garanta fábricas domésticas em troca de um empréstimo de resgate.

Como parte do plano, os bancos de financiamento da Peugeot aceitou apoiar as ações do governo com uma promessa de cerca de 5 bilhões de euros em empréstimos. Uma fonte do setor bancário disse que os bancos aceitaram adiar parte das quitações, enquanto um segundo profissional do setor disse que a Peugeot é um cliente importante e deve ser apoiado.

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