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Representante do Ministério de Minas e Energia afirma que queda é mais preocupante do que o prejuízo que a companhia está tendo com a importação de diesel e gasolina

Agência Estado

O secretário de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério de Minas e Energia (MME), Marco Antonio Martins Almeida, afirmou nesta quarta-feira que a queda de produção da Petrobras na Bacia de Campos é mais preocupante do que o prejuízo que a companhia está tendo com a importação de diesel e gasolina para atender o mercado interno.

"Não tenho a menor dúvida. Até porque os volumes importados são pequenos." Segundo Almeida, a diferença entre produção e consumo "é importante", mas não justificaria falta de caixa para financiamento de projetos. A Petrobras anunciou uma queda de produção na Bacia de Campos de 200 mil barris/dia neste ano, de janeiro até agosto.

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O valor que a empresa deixa de ganhar, segundo o Centro Brasileiro de Infraestrutura CBIE, é cerca do dobro do prejuízo com as importações de diesel e gasolina no período. "Não tenho os números aqui, mas em termos conceituais, concordo", disse o secretário. Almeida disse que não participa ativamente da discussão sobre o reajuste de combustíveis e por isso declinou fazer comentários.

O secretário participa do seminário Fórum Brasil Competitivo - O Futuro do Gás, realizado pelo Grupo Estado, em parceria com a Associação Brasileira de Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres (Abrace), em São Paulo.

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