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"Ghosn disse que nós precisamos buscar sinergias adicionais para chegar ao dobro em relação ao que temos hoje", afirmou um executivo

Reuters

Calos Ghosn, presidente da Renault-Nissan
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Calos Ghosn, presidente da Renault-Nissan

A Renault e a Nissan planejam aumentar a cooperação e dobrar a economia anual de sua aliança para a produção de automóveis, para 4 bilhões de euros (R$ 10,53 bilhões) até 2016, afirmaram fontes com conhecimento dos planos.

Carlos Ghosn, presidente das duas montadoras, tratou resumidamente da nova meta em uma apresentação interna para gerentes da Renault e da Nissan, disseram pessoas que participaram do encontro ocorrido entre os dias 25 e 26 de setembro. Eles pediram para não serem identificados porque as metas ainda não são públicas.

"Ghosn disse que nós precisamos buscar sinergias adicionais para chegar ao dobro em relação ao que temos hoje", afirmou um executivo da aliança.

Em paralelo às suas iniciativas de economias operacionais, a Renault e a Nissan estão revendo as bases da participação cruzada da aliança de 13 anos, contaram pessoas com conhecimento da questão. As discussões estão em estágio preliminar, acrescentaram.

A Renault atualmente detém uma participação de 43,4% na sua maior afiliada japonesa, a qual, em contrapartida, possui 15% da Renault.

As companhias não comentariam sobre as metas de economia ou "a mudança do pêndulo de especulações sobre a estrutura corporativa da aliança", afirmou uma porta-voz da Renault-Nissan.

"Nós procuramos mais e mais sinergias todos os anos", adicionou.

Para alcançar as novas metas, a aliança entre as fabricantes centralizaria mais atividades sob sua companhia resultante da união, a Renault-Nissan BV, contaram as fontes.

O empreendimento, registrado na Holanda, que já dirige algumas operações de compras e logística para ambas as companhias, estenderia por seus novos mercados, como a Rússia, e ampliaria suas competências em funções de suporte, como em serviços de informação, adicionaram as fontes.

As ações da Renault chegaram a subir até cerca de 10% após a notícia e encerraram o pregão em Paris com alta de 4,31%.

(Por Laurence Frost e Gilles Guillaume; reportagem adicional de Blaise Robinson)


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