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Empréstimo financiará projeto de cogeração no Rio de Janeiro e outro projeto para acessar gás natural de 18 campos petrolíferos na costa do Estado

Agência Estado

O Banco para Cooperação Internacional do Japão (JBIC, na sigla em inglês) e o Banco de Tóquio-Mitsubishi UFJ vão conceder um empréstimo de US$ 1 bilhão (cerca de R$ 2,04 bilhões) para projetos da Petrobras, informou a edição vespertina do Nikkei na última sexta-feira (12).

O empréstimo vai financiar dois projetos: um de cogeração no Estado do Rio de Janeiro e outro que tem o objetivo de acessar gás natural de 18 campos petrolíferos na costa do Estado. O contrato, que envolve um empréstimo para o prazo de 12,5 anos e tem o propósito de reduzir a emissão de gases de efeito estufa, deve ser assinado na próxima sexta-feira (19).

O JBIC deve emprestar US$ 600 milhões, enquanto o Banco de Tóquio Mitsubishi fornecerá US$ 400 milhões. Para completar, o JBIC oferecerá garantias ao empréstimo do Banco de Tóquio Mitsubishi. O JBIC espera que empréstimos em infraestrutura de longo prazo em mercados emergentes ajudem a melhorar a sua pegada de carbono - termo usado para se medir quanto dióxido de carbono (CO2) algum projeto ou pessoa emite no meio ambiente. O projeto será executado pela Tokyo Engineering.

A conclusão do acordo também deve melhorar o perfil dos bancos japoneses, já que vários de seus concorrentes têm sido forçados a reduzir empréstimos. Desde o início da crise financeira dos Estados Unidos em 2008 e da subsequentes crise do endividamento público na Europa, poucos bancos europeus têm se mostrado dispostos a financiar projetos ambientais.

De acordo com o JBIC, o projeto da Petrobras deve reduzir a emissão de gases do efeito estufa no Brasil em 2,7 milhões de toneladas, um volume expressivo se comparado a outros projetos ambientais. Para fortalecer ainda mais as relações com a Petrobras, o JBIC pretende assinar um memorando de entendimento de cooperação de longo prazo em conjunto com o empréstimo. Várias companhias do mundo têm se mostrado dispostas a fazer negócios com empresas brasileiras, após a Petrobras anunciar investimentos de quase US$ 240 bilhões para os próximos anos.

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