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Crescimento de 19% ao ano do mercado brasileiro anima Microsoft, Sony e Nintendo, que começam a investir em fabricação local para reduzir custos e cativar a nova classe média

Nintendo, Microsoft e Sony, as três gigantes do mundo dos videogames, estarão reunidas durante a Brasil Game Show 2012, a maior feira de jogos virtuais da América Latina. Durante o evento que começou nesta quinta-feira (11), as companhias divulgam seus lançamentos e tentam conquistar o consumidor brasileiro.

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“É muito difícil reunir essas grandes empresas. Quem é do setor sabe que nem em feiras na Europa se consegue fazer isso”, diz Marcelo Tavares, o organizador do evento que acontece no Expo Center Norte, em São Paulo. “Conseguir reunir essas companhias é um reflexo do bom momento do mercado de games por aqui”, diz Tavares. A partir de amanhã, a feira será aberta ao público e os ingressos custam R$ 30.

Novo WiiU está em exposição na BGS e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil
Reprodução
Novo WiiU está em exposição na BGS e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil

A venda de videogames no Brasil cresce em média 19% ao ano, mas não existe um retrato fiel do mercado e dos jogadores. “Carecemos de levantamentos nacionais sobre o mercado, não existem estatísticas sobre games no Brasil”, diz Tavares. A projeção é de que existam 45 milhões de jogadores no País, “um número maior do que na Argentina”.

Líder no mercado nacional com uma fatia de 65% do mercado, a Microsoft começou a produzir toda a linha do Xbox 360 no Brasil para diminuir o custo do produto final e escapar dos impostos que chegam a 71% do preço dos jogos. O movimento foi seguido por sua maior rival, a Sony. “A produção que iniciamos em Manaus fez com que os preços dos softwares caíssem de R$ 300 para R$ 100”, afirma Glauco Rozner, gerente geral da marca japonesa no Brasil.

Mesmo sem estabelecer prazo, a próxima a acompanhar a tendência deve ser a Nintendo. Em junho, o presidente da companhia, Reggie Fils-Aime, disse que a empresa considera lançar o novo console Wii U no Brasil. Mark Winntley, gerente de marketing da marca para a América Latina, diz que “não há nenhuma decisão até agora”.

Ainda assim, a nova versão do Wii é um dos destaques da Brasil Game Show. Lançado nos Estados Unidos no dia 18 de novembro, por US$ 300, ele não tem data para desembarcar oficialmente no Brasil, segundo Winntley.

Da mesma forma que acontece com outros setores da indústria, as fabricantes de videogame também tentam desviar da crise na Europa e da estagnação nos EUA e arregalam os olhos para o crescimento da nova classe média brasileira. “É uma classe de brasileiros que começa a investir mais dinheiro em lazer e entretenimento, necessidades de segunda ordem”, diz Rozner, da Sony. Para cativar novos usuários, as companhias investem na tropicalização de seus produtos e passam a oferecer jogos dublados e legendados em português. “Isso aumenta a jogabilidade para muito mais consumidores”.

A organização da Brasil Game Show espera receber até domingo (14) cerca de 80 mil visitantes, com expectativa de movimentar R$ 50 milhões em negócios (entre parcerias e comercialização de games). 

Uma nova edição do evento também está confirmada para o ano que vem, também em São Paulo, entre os dias 24 e 28 de outubro, com uma ampliação de espaço e 200 expositores. No primeiro semestre de 2013, Tavares promete novo projeto com maior foco no entretenimento. “Será um projeto itinerante que vai começar no Rio de Janeiro e vamos focar na diversão do jogador, com um formato que permita participação das empresas sem tanto esforço”.

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